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terça-feira, 3 de abril de 2012

Bebês amamentados sob livre demanda são mais inteligentes, diz pesquisa

Estudo mostra que é melhor amamentar seu filho quando ele pedir do que seguir horários pré-estabelecidos. Veja mais

Por Bruna Menegueço

O que você faz quando seu filho chora? Se a sua resposta for amamentar significa que seu filho tem grandes chances de ser um excelente aluno. É isso mesmo! Um novo estudo do Instituto de Pesquisas Sociais e Econômicas da Universidade de Essex, na Inglaterra, mostrou que os bebês alimentados sob livre demanda, ou seja, sempre quem têm vontade, se saíram melhor em provas escolares, incluindo testes de QI.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores avaliaram 10.419 crianças nascidas em 1990. Eles compararam o desempenho escolar dessas crianças e perceberam que aqueles bebês cujos choros foram recompensados com leite ou fórmula apresentavam um QI com até 5 pontos a mais do que os bebês que tinham horários para mamar.

Segundo a pediatra Teresa Uras, membro do Núcleo de Aleitamento Materno do Hospital Samaritano, o bebê deve mamar quando e quanto quiser. Dessa forma, ele sofre menos, fica menos estressado e dorme melhor. Além disso, aprende a lidar com a saciedade, o que reduz o risco de obesidade no futuro. “Para a mãe, a mamada livre também traz benefícios. Previne a dor e o endurecimento da mama causada pelo leite congestionado. Quando a criança vai ao peito com muita fome e vontade, é comum que ela machuque o seio da mãe”, completa a especialista.

É preciso cuidar, no entanto, para que a mãe não fique exausta. Ela vai precisar de ajuda para poder estar disponível para o bebê que, aos poucos, vai criar o seu próprio ritmo de amamentação. Os pais também passam a reconhecer com facilidade o choro de fome. Ou seja, acalme-se porque vai dar tudo certo!


Via Revista Crescer On Line

quinta-feira, 29 de março de 2012

Os perigos de deixar um bebê chorando

colo do titio
Como é comum e até recomendado deixar o bebê chorando, dia ou noite, mais ainda a noite né?
O argumento é simples: não acostumar o bebê no colo, mimar o bebê, acostumar mal.
Eu penso assim, o bebê começa a ter memória a partir do 6º mês de gestação, ele já se conheceu dentro do útero da mãe, quentinho, escurinho, acolhedor, justinho, silêncioso e aquoso.
Ele sente a mãe, sua voz, seu carinho, seus sentimentos, alegrias e preocupações, o bebê sente que ele e a mãe são uma pessoa só.
Então ele passa pelo intenso trabalho de parto pra nascer, chega a um ambiente estranho, frio (sim porque dentro da mãe estava a 36 e até 37º) claro, seco, sendo manipulado de um lado ao outro, um tecido passa por todo seu corpo, alías, bracinhos e perninhas cada um para um lado, oposto da posição de segurança e conforto que estava até então: encolhidinho.
Sondas são enfiadas em todas as suas vias, um colírio fortíssimo é colocado em seus olhos, tudo rápido numa sala cheia de barulho, até que é enrolado em um tecido e uma touca é colocada em sua cabeça.
Nesse momento a mãe, então, finalmente pode segurar o bebê pela primeira vez ou simplesmente passa pelo olhar da mãe paralisada pela anestesia para a cesária e vai para o berçário.
colo da mamãe no sling, a forma mais gostosa de colo!
Lá fica sózinho em meio a outros bebês e pessoas estranhas, dizem que em alguns lugares o bebê fica com a mãe o tempo todo, melhor né?
Mais alguém também acha bem traumático, até agressivo?
O que o bebê mais quer e precisa com todo esse processo?
Será que acertou quem disse o colo? Colo da mãe? do pai?
Se o bebê chora porque quer o colo, o que que ele está precisando?
Não seria o acolhimento, a proteção, o cheiro, a voz, o carinho, os sentimentos, a unicidade com a mãe?
Eu pessoalmente tenho plena certeza disso.
Considerando que seja assim, que mensagem é passada ao bebê quando seu choro não é atendido?
Medo, abandono, insegurança e sabe lá mais o quê?
Eu sinto e entendo assim.
Com o colo, o atendimento as necessidades do bebê, penso que ele se desenvolva com confiança, o que vai refletir em toda a sua vida, influenciar o modo como ele lidará com tudo na vida.
Ao contrário do que se pensa, acredito que este bebê se torne mais independente ao ser atendido prontamente em suas necessidades.
Meu filho com pouco menos de 4 anos quer fazer tudo sozinho, faz muito bem, relaciona-se muito bem com todos e quer se afastar de mim, de uma forma muito boa, é claro, quer experimentar, vivenciar sem a proteção da mãe, quer testar sua segurança sem a mãe, pois a mãe é a guarda, proteção, acolhimento, e se ele sente-se seguro e confiante a seguir sem essa redoma é porque amadureceu, evoluiu, cresceu.
colo do papai
E eu acho isso muito bom.
Acho dificil, não sei muito bem como o fazer porém quero educar meu filho para a liberdade: mental, espiritual, de conceitos fechados.
Quero educá-lo para a alegria, bem estar, para a verdade.
E para isso, oferecer a ele atenção as suas necessidades de cada fase de sua vida e na primeira fase o colo é fundamental.
Hoje eu quero pegá-lo no colo, cheirar, beijar, ficar grudadinha e ele não quer, não tem nem 4 anos ainda, imagina se eu não tivesse curtido muito o colo até então?

Leia o Artigo competentemente escrito sobre o assunto, este confirma muitas de minhas colocações, muito bacana, vale a pena conferir:
Os perigos de deixar um bebê chorando, de Darcia Narvaez, PhD, retirado de Psychology Today. Tradução livre de Bianca Balassiano.

Originalmente publicado por Bianca Balassiano em seu SITE.

domingo, 20 de novembro de 2011

Sinto falta parte 5684269

Ah como sinto falta da noite..não consigo expessar em sua profundidade este sentimento.
A cor, o ar, toda a vibração e siginificado, a noite na cidade, a noite na praia, no cmapo.
A sensação de eternidade, liberdade, tempo infinito.
Que saudade!!
Sinto falta de intimidade, comigo mesma, meus momentos, minhas coisas, tempo para minhas reflexões, relaxar...cabeça descansada, sem compromisso, momentos de descanso, folga, feriado, férias.
Cuidar de mim, olhar pra mim, ser mim.
Cabelo, pele, maquiagem.
Que saudades!
Embalar-se em notas musicais, sentir o andamento, fruir.
Não ter hora de dormir nem de acordar.
Trabalhar com as ideias, a criatividade, a vontade.
Livre.
Passava madrugadas ouvindo música, dançava, andava, ficava olhando pela janela, fotografava, lia e deixava o tempo passar...
Sentia, refletia, comia e bebia.
Sempre recomeçando.
Que saudades!!

*De vez em quando chego ao meu limite, mais uma vez, sinto, sinto sinto então me recupero e volto.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Sandra de Sá amamentando



Encontrei essa foto da Sandra de Sá amamentando seu filho que hoje está com 27 anos.

Linda demais!!!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Bebê/Criança tem personalidade, preferências e individualidade

Os pais logo percebem em seus pequenos bebês suas personalidades, seus gostos, seu jeitinho pessoal.
A medida que esse bebezinho vai crescendo vai ficando mais claro sua individualidade.
Mas o que vejo, normalmente, é uma tentativa dos adultos enquadrarem os bebês e crianças em um padrão de comportamento.
Cobrar e exigir da criança ações que os pais acreditam ser certas e importantes sem considerar o jeito de ser do pequeno.
Por exemplo, pais mais competitivos exigem de seus filhos liderança, destaque.
Pais mais caseiros querem que seus filhos também o sejam e criticam caso sejam soltos e sociáveis.
Pais super comunicativos se incomodam com seus filhos que por ventura sejam mais tímidos.
Acredito que o grande aprendizado de ser pais é perceber as necessidades dos filhos e respeitá-las além de aprender com elas.
Dar o colo necessário aos bebês mais apegados.
Dar liberdade aos exploradores, aventureiros.
Respeitar os mais quietinhos.
Nossa ação como pais entra em garantir a segurança deles, em procurar medir se a quietude é sinal de algum problema, se está demais, mas sem forçar, educar no dia a dia para as mudanças que acreditamos ser necessárias, sem querer mudar o jeitinho de ser de nossos filhos.
Acredito que se respeitarmos as necessidades e o tempo de nossos filhos e nos preocuparmos em orientá-los sem pressa, eles se desenvolvem muito bem e com segurança, confiantes.
Nossos filhos terão muitas coisas de nós, claro, somos espelhos para eles, mas mesmo assim terão principlamente sua individualidade.
Não force seu filho a beijar e abraçar quem ele não quer, nem a sentar no colo ou falar com as pessoasa que ele não quer, no momento que ele não quer.
Com meu filho é comum ele não querer cumprimentar as pessoas no momento em que queremos, depois ele fica mais a vontade e se envolve com todos e fala sem parar, vejo isso com muitas outras crianças também.
Às vezes ele responde gritando, dá as costas, até tenta bater na pessoa que quer falar com ele, aí entra a ação de pais educadores, falo com ele com calma e explico que dessa forma não é legal, não é educado, se ele não quer conversar tudo bem, pra ele dizer com calma que não quer falar e pronto.
Aos poucos ele muda o comportamento, não o forço a falar quando não quer mas procuro educá-lo a dizer com jeito o que sente e quer.
Nós como pais temos que ser bem flexiveis e atentos as necessidades de nossos filhos, aceitar e aprender com as diferenças, só temos a crescer com isso.
Sabemos que isso, muitas vezes, não é fácil, e esse é nosso aprendizado e desafio.
Respeite a individualidade de seu filho, não queria colocá-lo em um padrão de comportamento, não iguale ou compare aos outros, não há personalidade melhor, certa ou pior e errada.
Eduque dentro das necessiadades pessoais dele e não perca a oportunidade de aprender com as diferenças.
Nisso que acredito e divido com vocês.

Existem muitas meios para ajudar a conhecer mais e melhor nossos filhos, veja esses textos que escrevi sobre Astrologia Infantil em meu blog Yamapô Magia, é um caminho elucidador.

domingo, 27 de março de 2011

Diversidade, Educação e Auto estima

Um assunto muito importante pra mim e faço questão de pontuar da melhor forma com meu filho.
Tudo parte do respeito, a si e ao outro, de uma postura mais íntegra e de caráter.
Acho muito triste presenciar crianças destratando outros pela roupa ou posição social como empregados, professores e comerciantes, por exemplo.
Ou ao contrário, um jovem desdenhando, muitas vezes sentindo raiva pelo poder aquisitivo que o outro possui.
Como tudo, ensinamos nossos filhos pelo exemplo, a forma com que tratamos as pessoas e lidamos com as situações o formará e assim também a sociedade de seu tempo.
E o que queremos para eles?
Devemos ser agora o que queremos pra eles no futuro.
E prepará-los para ações discriminatórias com eles, pois ninguém está a salvo neste mundo, qualquer característica pessoal é motivo, se é rico é porque é rico se é pobre...
E se for considerado feio então?
Nossos filhos também necessitam desse preparo.
A seguir 3 textos e um vídeo que colhi por aí na internet bem bacaanas, espero que curtam também.
Grande beijo

Diversidade e respeito




Só se aprende na prática

O clichê cabe muito bem quando o assunto é preconceito. Se as crianças aprendem com os exemplos dos pais, vejam situações e dicas para ajudar você a abordar o respeito à diversidade em casa



4 maneiras de falar sobre diversidade para o seu filho

· Passeios e viagens. Vocês adoram viajar, conhecer novos lugares? Pois em cada espaço deste pode acontecer um belo aprendizado. Vale desde ir a um restaurante que fica em um bairro típico japonês, como é o caso do bairro da Liberdade (SP), até uma aldeia de pescadores em uma praia do Nordeste. Só de observar a decoração e os costumes, ouvir os variados sotaques (ou idiomas, claro) e chamar a atenção para isso de forma sutil e o mais natural possível já será muito argumento para o seu filho desde compreender que há muitas formas de viver. Se você engatar uma conversa, por exemplo, com a baiana do tabuleiro de acarajé e afins, instigue seu filho a participar da conversa. Quando estiverem em busca de um suvenir ou um presente, mostre que a produção local, o artesanato, é um jeito daquele povo se expressar ou ganhar dinheiro.

· Literatura infantil. Livros infantis ajudam você a alcançar qualquer parte do mundo. Há muita opção paradidática, mas tente optar por histórias, por livros que usem a literatura para abordar os temas. Se for algo muito direto, em que sentimos a lição de moral muito clara, leva a criança com delicadeza ao tema, com um filme que nos emociona. Um exemplo muito bom é Minhas Contas (Ed. Cosac Naify, R$ 32), de Luiz Antonio. O autor fala sobre intolerância religiosa e conta a história de Nei e Pedro, proibidos de serem amigos porque um deles segue o candomblé. Outro exemplo muito bacana é Divina Albertina (Ed. Brinque-Book), de Christine Davenier. Nele, o respeito à diversidade é exposto por meio de uma história de amor. Em ABC do Mundo Árabe (Ed. SM, R$ 30), de Paulo Daniel Farah, um pouco a cultura árabe que o mundo todo herdou. A editora também tem, por exemplo, ABC do Brasil e ABC do Japão. Confira outras opções no Livros Pra Uma Cuca Bacana.

· Fotografias. Livros de fotografias que trazem o dia a dia ou a realidade de uma população vão ajudar a mostrar que cada povo pode viver de um jeito diferente ou então que há semelhanças em culturas distintas. Já conhecem o livro Bebês do Brasil (Ed. Globo, R$ 45), lançado pela CRESCER? É uma ótima maneira de começar este tipo de prática com a criança. São 27 histórias de bebês e suas famílias de cada estado brasileiro e do Distrito Federal. Fotos em jornais e revistas também são uma material rico, atual e simples de ser acessado e aproveitado pela família.

· Filmes. Quem não viaja e conhece pessoas, paisagens e modo de viver quando assiste a um bom filme? É espaço para falar, sim, de modos de vida – desde o americano, o mais divulgado pela força do país na sétima arte - até o japonês, o indiano, o inglês (Harry Potter, que tal?). Um exemplo que pode entreter crianças a partir de 6 anos é o iraniano Filhos do Paraíso, que conta a história de Ali, um menino que, enquanto fazia as compras no mercado, perde os sapatos da irmã menor, Zohre. Ela deveria usá-los para ir à escola. Para não preocupar os pais, eles passam a se encontrar escondido e dividir o uso do tênis: num período fica com ele e em outro fica com ela. Além da bela história, passa por ali o jeito de se vestir, comer, se divertir e até procurar emprego. Já a animação francesa Azur e Asmar fala de dois meninos que são criados como irmãos mas, um dia, são separados. Um é pobre, o outro é rico. Quando se reencontram, adultos, em busca da Fada dos Djins, já não são mais amigos, e sim, rivais. Este, claro, aborda a diversidade social. Mais uma dica pode mostrar, por exemplo, o dia a dia de uma Paris antiga e, com sutileza, mostra até uma situação que poderíamos chamar de bullying, é O Balão Vermelho. A produção é de 1956, e é um filme de média-metragem, tem 40 minutos de duração. Considerado um obra de arte do cinema, na história um menino encontra um balão vermelho e, como dois grandes amigos, eles vão se aventurar pelas ruas parisienses.
Considerado uma obra de arte do cinema, na história um menino encontra um balão vermelho e, como dois grandes amigos, eles vão se aventurar pelas ruas parisienses. Outro filme que também vai abordar bem a questão da diversidade é o Um Sonho Possível, baseado em história verídica e que deu Oscar de melhor atriz a Sandra Bullock em 2010. Nele, uma família muito bem de vida cruza suas vidas a de um garoto enorme e carente de afeto e estrutura e que ganha destaque no futebol americano. Bem ao estilo americano de ver, conversas sobre racismo, diferença em outros tipos e o sucesso de quando se cria uma relação com base no afeto e na confiança em si mesmo.

Deixa a madeixa balançar

Eu nasci numa época em que ter cabelo liso era o máximo do máximo. Não tinha essa valorização dos cachos, como hoje. E então minhas lembranças de infância relativas a cabelo são da minha mãe fazendo touca em mim, colocando bobs (argh), fazendo alisamentos sem fim. Lembro até de ter feito um tal de "touca de gesso", onde eu fiquei uma hora deitada naquela pia. Dá pra imaginar como ficou o meu pescoço ao final de tudo isso?
Me lembro bem que minhas amigas tinham cabelo comprido. Faziam grandes rabos de cavalo, jogavam o cabelo pra frente, eu achava aquilo o máximo! Eu também queria fazer aquilo! Mas o meu cabelo não ficava daquele jeito naturalmente, eu me sentia completamente diferente delas. E não tinha ninguém pra me dizer que o meu cabelo também era bonito daquele jeito, o que ajudava ainda mais a alimentar o meu sentimento de que eu era "errada".
Tenho fotos minhas de quando eu era criança que tenho vontade de queimar. Tenho trecos só de ver aquele cabelo horrível, totalmente com cara de alisado, armado, a coisa mais feia que se pode imaginar. Nem era o cabelo liso que eu queria, nem tinha a menor cara de natural. Mas eu não tinha a menor noção das coisas, achava que daquele jeito eu estaria mais próxima de ser "igual" às minhas amigas.
Me lembro também que minhas primas alisavam o cabelo com uma espécie de pente quente. Não podiam molhar o cabelo de jeito nenhum, senão estragava tudo. Eu e minha irmã morriamos de medo de que alguém nos obrigasse a fazer aquilo também!!
O tempo passou (graças a Deus), os processos químicos foram aprimorados (graças a Deus de novo) e foram criados os "relaxamentos", que não removem completamente os cachos, deixando os cabelos com mais cara de naturais. Entrou um novo pensamento, de que cabelos cacheados também são legais, também são bonitos. E eu embarquei com tudo!
Hoje em dia eu odeio fazer escova. Faço em ocasiões muito especiais, sob protesto e ainda me acho horrível daquele jeito. E aqui em casa eu aderi ao movimento de valorização dos cachos, principalmente com as crianças. Outro dia minha mãe estava falando no meu ouvido que eu tinha que fazer mais escovas, que tinha que fazer isso e aquilo, até que uma hora eu fiquei realmente brava. Minha mãe é branca, de cabelos lisos e escorridos. Casou com um negro (lindo, por sinal) de cabelo pixaim. Ela queria o que? Se quisesse filhos de cabelo liso casasse com um norueguês loiro de olhos azuis, ué!! (tá, esse comentário fez com que ela ficasse brava comigo, mas eu não estava mentindo)
Até agora, tenho conseguido alcançar meu objetivo, pelo menos em casa. Meu filho ama os cachinhos dele, fica furioso quando precisa cortar o cabelo e tiram os cachos. Minha caçula tem ainda mais cachos do que o irmão e eu acho a coisa mais linda do mundo!! Eu sei que um dia eles até podem se achar diferente dos outros, principalmente a Alice, porque mulher liga mais pra essas coisas do que os homens. Se ela quiser fazer algum processo químico nele e tiver idade pra isso, não vou negar. Seria hipocrisia minha, sendo que eu também faço. Mas que vou conversar bastante e explicar que cabelos cacheados também são legais e bonitos, ah vou! E tenho certeza de que vou ter uma cena linda, igual à que tive esses dias com a filha da Calu: nós duas sacudindos os cabelos pra ver quem tinha mais cachos!

Diversidade e autoestima nas crianças

Quando se fala em aparência, muitas pessoas dizem ser a beleza interior a que realmente importa. Entendo que estão falando de personalidade e de caráter. Mas confesso que gosto de provocar um pouquinho e falar que não existe beleza interior. Existe beleza. E pronto. Todas as pessoas têm beleza dentro das suas diferenças, das suas características e isso as fazem únicas.
Acho que essa é uma boa reflexão quando pensamos em quais valores queremos trabalhar com as crianças, não acham?
Educar é mostrar à criança como ir além do que ela vê. Se ela se sente bem com o mundo que está a sua volta – conhecendo diferentes culturas por meio de visitas a exposições, livros, fotos, convivência com colegas –, ela estará bem preparada para reconhecer que normal mesmo é ser diferente, e então poder lidar com a diferença que existe em si mesma. Assim, também vai se valorizar e se posicionar com mais confiança no mundo.
Se nós mães nos preocupamos em passar aos pequenos a valorização da diversidade, contribuímos para melhorar tanto a relação deles com eles mesmos, quanto plantar a semente de um futuro cidadão autônomo que promove a harmonia e contribui para um mundo melhor.
Então, como trabalhar a diversidade com os pequenos?
vale lembrar que mais forte do que trabalhar valores com as crianças, é mostrá-los por meio de nossas próprias ações. Pois a criança aprende pelo exemplo, não é?
Por Claudia Siqueira