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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Palmada não educa, conclui análise de 20 anos de pesquisas

Foi preciso 20 anos de pesquisa para provar que violência a criança não é bom, loucura não é?
Criança tira a gente do sério mesmo, quem é mãe, pai, professores sabem bem, mas  bom senso, equilíbrio, discernimento, ponderamento e sabedoria deveriam fazer parte da vida de um adulto.
Fui vítima de agressões físicas até ter tamanho para enfrentar meus pais, não foi fácil e certamente não me trouxe nada de bom, educativo ou disciplinador, ao contrário gerava revolta, depressão, angústia e opressão.
Como mãe pude observar mais sobre este instinto violênto, percebi que ao querer bater na criança pouco relaciona-se com o comportamento da criança e sim com o dos pais, uma frustração por exemplo que no momento em que a criança não faz o que os pais desejam abre-se uma "oportunidade" para descarregar o sentimento através da violência à criança, sentimento este que na verdade queria direcionar para o conjuge, chefe ou qualquer outra pessoa ou sitação que provocou o tal sentimento.
Mas enfim, esta seria uma outra discussão, confira o texto que é muito bacana

RICARDO BONALUME NETODE SÃO PAULO Via Folha.com


Atire a primeira pedra o pai ou a mãe que nunca pensou em jogar uma no seu filhote. Mas é melhor não. Vinte anos de pesquisas mostram: castigo físico não dá bons resultados.
Estudos em várias partes do planeta demonstram uma associação clara entre essa forma de punição e problemas como depressão, ansiedade e vícios, que podem começar na infância e se estender para a vida adulta.
Pesquisar o castigo corporal é um desafio. Em ciência, a metodologia mais usada é o estudo controlado aleatório: dois grupos recebem um ou outro remédio, por exemplo. Mas como fazer isso com palmadas? Um grupo de crianças apanha e outro não?
Por isso, são mais comuns os estudos "prospectivos": são estudadas crianças com níveis de agressão ou comportamento antissocial equivalentes no começo e analisada a progressão do comportamento. Ou "retrospectivos", baseados na memória.
Dois pesquisadores no Canadá --a psicóloga Joan Durrant, da Universidade de Manitoba, e o assistente social Ron Ensom, do Hospital Infantil de Eastern Ontario-- analisaram 20 anos dessas pesquisas, incluindo uma metanálise com mais de 36 mil participantes.
A conclusão de Durrant e Enson: "Nenhum estudo mostrou que a punição física tem efeito positivo, e a maior parte dos estudos encontrou efeitos negativos".
Mas será que isso vale para todo o planeta ou só para as sociedades mais tolerantes do Ocidente? Haveria o mesmo efeito em sociedades acostumadas a níveis altos de agressão no cotidiano, como a violência urbana do Brasil?
"Há uma suposição de que quanto mais comum é uma experiência, menor é o impacto nos membros do grupo que a experimentam. A pesquisa sugere uma resposta a essa questão. Crianças brancas, negras e hispânicas nos EUA, apesar de diferenças na prevalência do uso de castigo corporal, compartilham os mesmos riscos do seu uso", disse Ensom à Folha.

QUEM APANHA MAIS
Os melhores estudos sobre a "prevalência da palmada" foram feitos nos EUA. Conhecendo os adolescentes, poderia se esperar que eles seriam os alvos mais naturais.
Mas são as crianças menores que mais sofrem castigo. "Nos EUA, quase todas as crianças da pré-escola levaram palmada. Provavelmente porque são ativas e inquisitivas e têm compreensão limitada de perigo ou das necessidades dos outros", diz Ensom.
Certo, qual a opção, então, ao tapinha "corretivo"? Os pesquisadores falam em "disciplina positiva". A autoridade dos pais continua existindo, mas sem violência.
"A disciplina positiva ensina pacientemente em vez de punir arbitrariamente. Se você espera que uma criança arrume seus brinquedos e ela foi lembrada de fazê-lo, mas mantém a TV ligada em vez disso, é razoável que os pais digam: 'Sem TV até você arrumar seu quarto'", exemplifica o pesquisador.
Bater em uma criança só a ensina a usar agressão, segundo outro pesquisador do tema, George Holden, da Universidade Metodista do Sul, de Dallas, Texas, sul dos EUA.
"Existe um debate sobre o fato de crianças serem menos afetadas pelo castigo se essa for uma prática aceita na sociedade em que ela está. Estudos descobriram que a frequência cultural do castigo é um 'moderador' dos efeitos", disse Holden à Folha.
Segundo Holden, que no ano passado coordenou uma conferência para promover o fim do castigo corporal, as palmadas são mais frequentes de dois a cinco anos.
"Alguns pais batem em crianças mais velhas, talvez 10%, e alguns continuam a usar o castigo corporal em adolescentes", diz ele.
O brasileiro apanhou muito quando era criança ou adolescente, mas os americanos apanharam mais.
Pesquisa de 2010 com 4.025 pessoas com mais de 16 anos em 11 capitais do país revelou que 70,5% sofreram alguma forma de castigo físico quando jovens. Já nos EUA, a porcentagem passa dos 90% --e fica em torno dos 10% na Suécia, segundo o cientista social Renato Alves, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP.
"É difícil fazer pesquisa com criança", diz Alves. Ainda mais porque os pais estão junto e eles podem estar castigando os filhos.
O tema afeta a delicada área dos direitos individuais e da intromissão do Estado na vida privada. Como demonstraram os debates no ano passado sobre a Lei da Palmada --projeto de lei para proibir castigos físicos em crianças e adolescentes, em tramitação no Congresso.
Há pais que defendem o direito de disciplinarem suas crias da maneira que bem entenderem. Mas defensores dos direitos humanos sustentam que eles "começam em casa". E, claro, há o fato de o Brasil ser signatário da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança.
Mas Alves diz que há pouca chance de a Lei da Palmada vingar. Ele nota a ironia: um adulto bater em outro é crime, mas um adulto bater na sua criança não é.
A Sociedade de Pediatria de São Paulo acaba de lançar o Manual de Atendimento às Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência. Na publicação, que será distribuída a profissionais, a entidade afirma que a violência doméstica começa com a palmada.
CHINELO E PAU
Dos brasileiros que afirmaram ter apanhado, a maioria --42%-- afirmou ter apanhado pouco; só 11,4% levavam tapa "quase todos os dias". O mais comum era levar palmada (40,1%), apanhar de chinelo (54,4%) ou de cinto (47,3%); só uma minoria corria riscos maiores ao apanhar de pau ou objetos semelhantes (12,2%). Claro, os percentuais passam de 100% porque os pais variavam a forma de castigar os rebentos...
Editoria de Arte/Folhapress

quinta-feira, 29 de março de 2012

Os perigos de deixar um bebê chorando

colo do titio
Como é comum e até recomendado deixar o bebê chorando, dia ou noite, mais ainda a noite né?
O argumento é simples: não acostumar o bebê no colo, mimar o bebê, acostumar mal.
Eu penso assim, o bebê começa a ter memória a partir do 6º mês de gestação, ele já se conheceu dentro do útero da mãe, quentinho, escurinho, acolhedor, justinho, silêncioso e aquoso.
Ele sente a mãe, sua voz, seu carinho, seus sentimentos, alegrias e preocupações, o bebê sente que ele e a mãe são uma pessoa só.
Então ele passa pelo intenso trabalho de parto pra nascer, chega a um ambiente estranho, frio (sim porque dentro da mãe estava a 36 e até 37º) claro, seco, sendo manipulado de um lado ao outro, um tecido passa por todo seu corpo, alías, bracinhos e perninhas cada um para um lado, oposto da posição de segurança e conforto que estava até então: encolhidinho.
Sondas são enfiadas em todas as suas vias, um colírio fortíssimo é colocado em seus olhos, tudo rápido numa sala cheia de barulho, até que é enrolado em um tecido e uma touca é colocada em sua cabeça.
Nesse momento a mãe, então, finalmente pode segurar o bebê pela primeira vez ou simplesmente passa pelo olhar da mãe paralisada pela anestesia para a cesária e vai para o berçário.
colo da mamãe no sling, a forma mais gostosa de colo!
Lá fica sózinho em meio a outros bebês e pessoas estranhas, dizem que em alguns lugares o bebê fica com a mãe o tempo todo, melhor né?
Mais alguém também acha bem traumático, até agressivo?
O que o bebê mais quer e precisa com todo esse processo?
Será que acertou quem disse o colo? Colo da mãe? do pai?
Se o bebê chora porque quer o colo, o que que ele está precisando?
Não seria o acolhimento, a proteção, o cheiro, a voz, o carinho, os sentimentos, a unicidade com a mãe?
Eu pessoalmente tenho plena certeza disso.
Considerando que seja assim, que mensagem é passada ao bebê quando seu choro não é atendido?
Medo, abandono, insegurança e sabe lá mais o quê?
Eu sinto e entendo assim.
Com o colo, o atendimento as necessidades do bebê, penso que ele se desenvolva com confiança, o que vai refletir em toda a sua vida, influenciar o modo como ele lidará com tudo na vida.
Ao contrário do que se pensa, acredito que este bebê se torne mais independente ao ser atendido prontamente em suas necessidades.
Meu filho com pouco menos de 4 anos quer fazer tudo sozinho, faz muito bem, relaciona-se muito bem com todos e quer se afastar de mim, de uma forma muito boa, é claro, quer experimentar, vivenciar sem a proteção da mãe, quer testar sua segurança sem a mãe, pois a mãe é a guarda, proteção, acolhimento, e se ele sente-se seguro e confiante a seguir sem essa redoma é porque amadureceu, evoluiu, cresceu.
colo do papai
E eu acho isso muito bom.
Acho dificil, não sei muito bem como o fazer porém quero educar meu filho para a liberdade: mental, espiritual, de conceitos fechados.
Quero educá-lo para a alegria, bem estar, para a verdade.
E para isso, oferecer a ele atenção as suas necessidades de cada fase de sua vida e na primeira fase o colo é fundamental.
Hoje eu quero pegá-lo no colo, cheirar, beijar, ficar grudadinha e ele não quer, não tem nem 4 anos ainda, imagina se eu não tivesse curtido muito o colo até então?

Leia o Artigo competentemente escrito sobre o assunto, este confirma muitas de minhas colocações, muito bacana, vale a pena conferir:
Os perigos de deixar um bebê chorando, de Darcia Narvaez, PhD, retirado de Psychology Today. Tradução livre de Bianca Balassiano.

Originalmente publicado por Bianca Balassiano em seu SITE.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Lei da Palmada é aprovada por unanimidade em comissão da Câmara

CAROLINA SARRES
DE BRASÍLIA

A Lei da Palmada foi aprovada por unanimidade na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, com o objetivo de reforçar o controle da Justiça sobre casos de violência contra crianças e adolescentes.

A legislação que vigora atualmente, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), menciona "maus-tratos", mas não especifica quais castigos não podem ser aplicados pelos pais ou responsáveis.
A partir da aprovação, os parlamentares da Casa terão um prazo para se manifestem sobre a necessidade de votação em plenário. Caso a votação pela comissão seja considerada conclusiva, o projeto irá diretamente para o Senado.

O texto do projeto de lei 7.672/2010 foi modificado ontem (13) pela relatora Teresa Surita (PMDB-RR) -- o termo "castigo físico" foi substituído por "agressão física" --, o que não agradou os representantes dos direitos da criança e do adolescente e causou polêmica, adiando a apreciação para hoje.

Após mais um dia de debate, firmou-se consenso em torno da expressão "castigo corporal".
Houve um destaque no texto para que a palavra "sofrimento" fosse suprimida da definição de castigo físico (ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso de força física que resulte em sofrimento ou lesão), mas a sugestão foi negada pela maioria dos deputados.

A Folha apurou que a solução textual de Surita agradou os segmentos envolvidos no debate, que se sentiram contemplados pelo projeto de lei.
As mudanças no texto da relatora teriam sido feitas após reunião da deputada com líderes da bancada evangélica na Casa --desfavoráveis ao uso do termo "castigo", argumentando que o projeto levaria a ingerência demasiada no âmbito das famílias.

Teresa Surita negou que tenha havido discordância entre membros da comissão e da bancada evangélica. Segundo ela, eles "só estavam querendo conhecer o projeto" e contribuíram para aperfeiçoar o texto final.

De acordo com o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), representante dos evangélicos, em nenhum momento a bancada teve o intuito de vetar o projeto.

"Agradeço a relatora por ter melhorado o texto. Agora ficou bonito", disse Feliciano.
Sobre uma possível ingerência da Secretaria de Direitos Humanos na troca dos termos do projeto, que não teria gostado da supressão da palavra "castigo", Teresa Surita afirmou que foram aceitas sugestões de diversas instâncias, como na elaboração de qualquer projeto de lei.

Via Folha.com

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Simples conselho para reciclar giz de cera

As crianças adoram desenhar e pintar, e provavelmente sua casa esteja cheia de restos de lapises ou de giz, e por isso hoje irei lhe dar um conselho para que você possa reciclar giz de cera, e aproveitar melhor os materiais que tem em casa.

Materiais:
Restos de giz de cera
Formas de silicone

Passo-a-passo:
Coloque os restos de giz de cera nas formas de silicone; você pode selecionar os giz de cera pelas cores e combiná-las como mais gostar.

Leve a forma ao forno, sobre uma assadeira, durante uns 15 a 20 minutos. O forno deverá estar pré-aquecido a 180ºC. Quando o giz de cera estiver bem integrado, retire do forno. Deixe esfriar e depois já poderá usar.

Muito boa a dica não é?
É do site O Artesanato e peguei em um grupo no facebook muito bacana: Dicas pedagógicas - Filhos em casa

domingo, 16 de outubro de 2011

O poder da arte

Crianças estimuladas a desenhar e pintar tem bom desenvolvimento motor e emocional.

Em brincadeiras na escola ou em casa mesmo, é comum que as crianças demonstrem interesse espontâneo em atividades artísticas, como tocar um instrumento, pintar e desenhar.

Permitir que seu filho vivencie momentos como esses é fundamental para seu desenvolvimento psicomotor. Assim como incentivá-los, desde cedo, a frequentar museus, peças de teatro, shows e demais locais onde estarão em contato com a arte.

 “Dessa forma os pais permitem que as crianças desenvolvam suas habilidades artísticas”, orienta a historiadora e especialista em arte-educação, Lilian Nemes. “Mas só isso, não basta”. Na opinião de Lilian, deixar a criança produzindo sem orientação – seja soprando uma flauta ou pintando com guache – pode ser superficial. “Para que este processo seja produtivo, a participação de um arte-educador é bastante importante.”

Este profissional, que atua em escolas de arte e também como parceiro em muitas das escolas de educação infantil, é capaz de ministrar e interpretar as manifestações artísticas da garotada. Como possui uma considerável bagagem artística e cultural, pode transmitir seus conhecimentos e realizar atividades direcionadas para trazer resultados benéficos às crianças no seu desenvolvimento motor, físico e emocional.

 “Para conhecer a si e ao mundo, todas as crianças espontaneamente desenham, brincam com seu corpo, com os objetos, com sua voz e com o espaço. O ensino da arte tem o papel de incentivar esta potencialidade inerente ao ser humano e favorecer o desenvolvimento das capacidades sensíveis - ver, ouvir, tocar, cheirar, provar -, além das potencialidades criativas e expressivas das crianças”, diz a especialista em arte-educação.



Estudar música na infância melhora a inteligência

Crianças de 4 a 6 anos passam a ter mais facilidade com vocabulário

Além da possibilidade de se tornar um grande músico, a formação musical para crianças logo cedo pode ajudar também em outras áreas como a melhora do vocabulário.

É o que diz um estudo publicado na revista Psychological Science.

A pesquisa foi realizada pela York University e pelo Royal Conservatory of Music de Toronto.

Foram analisadas 48 crianças, na idade de 4 a 6 anos, que foram divididas em dois grupos.

Um dos grupos estudou fundamentos básicos da música, como tom, ritmo e melodia. Já o segundo, teve aulas de conceitos básicos da arte visual, como formas e linhas.

Os dois grupos tiveram lições duas vezes por dia, em sessões de uma hora, ao longo de 20 dias. Antes de começar o programa, os estudantes foram testados em sua inteligência verbal e espacial. O mesmo teste foi aplicado após as aulas.

O resultado mostrou que 90% das crianças que tiveram o treinamento musical apresentaram melhora na inteligência - melhor conhecimento de vocabulário, tempo de reação e precisão.

Já no grupo que não estudou música, os pesquisadores não encontraram um aumento significativo na inteligência verbal ou mudanças no cérebro.

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI272220-17770,00-ESTUDAR+MUSICA+NA+INFANCIA+MELH

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Estudo diz que filhos de lésbicas são mais equilibrados

Pesquisa aponta que os filhos de casais lésbicos parecem ser mais
aplicados em níveis acadêmicos e
tendem a ter menos problemas de agressividade ou desrespeito às regras
Um estudo que demorou 25 anos para ser concluído aponta que as crianças que são criadas por lésbicas têm a tendência a serem mais equilibradas e terem menos problemas comportamentais. As informações são da CNN.
O estudo foi publicado no periódico Pediatrics e acompanhou 78 casais lésbicos que criaram bebês graças a doações de esperma. As crianças também passaram por um acompanhamento e responderam uma série de entrevistas e questionários para poderem ser comparados com os dados das crianças filhas de casais heterossexuais.
A controversa pesquisa foi, em grande parte, financiada por várias associações LGBT como a Gill Foundation e a Lesbian Health Fund. Os pesquisadores, no entanto, defendem que nada disso influenciou o resultado da pesquisa: ela aponta que os filhos de casais lésbicos parecem ser mais aplicados em níveis acadêmicos e tendem a ter menos problemas de agressividade ou desrespeito às regras. Segundo os pesquisadores, a possível explicação para isso talvez seja o fato de que as crianças, nesses lares, são muito programadas e aguardadas.
A presidente de um grupo de mulheres que apoiam os valores religiosos, no entanto, saiu em defesa de uma nova pesquisa pois, segundo ela, "temos que suspeitar de qualquer pesquisa que afirme que crianças criadas por casais homossexuais têm melhores resultados do que as crianças criadas por um pai e uma mãe".

Via Vírgula UOL

terça-feira, 26 de julho de 2011

Tempo junto ao filho, quanto?

Esses dias mesmos andava pensando em o qunto é bom ou necessário estar perto, junto com o filho.
Estava questionando a minha crença sobre este assunto, pois pra mim os pais devem estar junto do filho o tmepo todo.
Hoje isso é bem dificil pra maioria, mas pra mim não.
Optei em estar em casa com o meu filho e felizmente tive essa chance.
Não aconteceu simplesmente de eu parar de trabalhar, foi tudo planejado e desenvolvido alguns anos antes mesmo de engravidar.
Enfim...
Acredito ser fundamental a criança ter os pais junto, cuidando, educando, quanto mais nova maior a necessidade, assim ela terá a segurança, independencia e educação pra seguir a vida.
Mas todo mundo fala tanto, mas tanto que é preciso soltar a criança, deixá-la com outras pessoas, "desgrudar", pois a criança precisa ter independencia dos pais, precisa se acostumar a estar separado dos pais, que comecei a me questionar, mesmo que no meu íntimo não acredite ser necessário essa separação.
Claro que tudo tema sua hora mas acredito que isso ocorrerá naturalmente.
Com o colo necessário hoje garantirá a independencia com segurança de amanhã.
Até que me deparei com este texto de José Martins Filho, médico pediatra, autor e pesquisador.
Pronto! Deixei pra traz a opinião dos outros e me tranquilizei novamente com que o meu coração diz pra mim em relação ao meu filho.
Confira, é muito bom:

Ter filho não é pra todo mundo

Vamos ser francos: quem realmente tem capacidade para se dedicar a uma criança como deveria. Faça a análise antes de ter uma


Será que todos os seres humanos precisam ser pais? Não sei. Cuidar bem de uma criança, além de ser de sumária importância, dá um trabalho danado. Crianças choram à noite, nem sempre dormem bem, precisam de cuidados especiais, de limpeza, de banho, alimentação, ser educadas e acompanhadas até a idade adulta. E, principalmente: crianças precisam da presença dos pais, sobretudo as menores, que requerem a mãe na maior parte de seu tempo. Não é dando dois beijinhos pela manhã antes de ir para a creche, ou colocando a criança para dormir à noite, que será possível transmitir segurança, afeto e tranquilidade. Escuto muito a seguinte frase: “Doutor, o que interessa é a qualidade do tempo junto e não a quantidade”. Duvido. Diga ao seu chefe que você vai trabalhar apenas meia hora por dia, mas com muita qualidade. Certamente ele não vai gostar. Seu filho também não.
Sejamos sinceros, nem todo mundo está disposto a arcar com esse ônus. Talvez seja melhor adiar um projeto de maternidade, e mesmo abrir mão dessa possibilidade, do que ter um filho ao qual não se pode dar atenção, carinho e presença constante. Lembre-se que é preciso dedicar um tempo razoável: brincar junto, fazer os deveres de casa, educar, colocar limites.
Como fazer tudo isso e ainda continuar no mercado de trabalho? Usando seu horário de almoço para comer junto com seu filho. Fazendo visitas na creche durante o dia. Passeando no final de semana, em atividades em que a criança seja prioridade, como praia, parques, jogos em conjunto. Por favor, isso não inclui shopping center.
Sou obrigado a fazer todas essas coisas? Claro que não. Mas ser pai e ser mãe também não é uma obrigação, sobretudo nos dias de hoje em que a vida oferece infinitas possibilidades. Trata-se de uma escolha. E, como toda escolha, pressupõe que você abra mão de outras tantas. O que se propõe? A volta da mulher à condição de dona de casa? Também não. O que se propõe é a conscientização da paternidade e maternidade. A infância determina a vida de todos nós. Ela é fundamental para a existência humana. Na esfera psíquica, os primeiros dois anos significam a base da construção de uma personalidade saudável. A violência, a agressividade, a falta de ética, a amoralidade dos tempos modernos não são apenas fruto de dificuldades econômicas e sociais, mas da falta de amor, educação, limites.
Com a vida moderna, as crianças passaram a ocupar um papel secundário ou terciário na vida familiar. Lembre-se de que o futuro da humanidade vai depender dessas crianças que, provavelmente, chegarão aos 100 anos de idade. Fico triste quando, no consultório, a mãe não pode estar presente, ou o pai. E nem mesmo a avó: apenas a babá.
Deveríamos fazer uma análise tranquila antes da maternidade ou da paternidade. Queremos mesmo mudar nossa vida? Vamos ter condições de participar intensamente da vida desse novo ser? Se lograrmos essa consciência, tenho certeza de que o mundo irá melhorar.

Publicado na Revista Galileu - Globo

terça-feira, 19 de julho de 2011

Bebê/Criança tem personalidade, preferências e individualidade

Os pais logo percebem em seus pequenos bebês suas personalidades, seus gostos, seu jeitinho pessoal.
A medida que esse bebezinho vai crescendo vai ficando mais claro sua individualidade.
Mas o que vejo, normalmente, é uma tentativa dos adultos enquadrarem os bebês e crianças em um padrão de comportamento.
Cobrar e exigir da criança ações que os pais acreditam ser certas e importantes sem considerar o jeito de ser do pequeno.
Por exemplo, pais mais competitivos exigem de seus filhos liderança, destaque.
Pais mais caseiros querem que seus filhos também o sejam e criticam caso sejam soltos e sociáveis.
Pais super comunicativos se incomodam com seus filhos que por ventura sejam mais tímidos.
Acredito que o grande aprendizado de ser pais é perceber as necessidades dos filhos e respeitá-las além de aprender com elas.
Dar o colo necessário aos bebês mais apegados.
Dar liberdade aos exploradores, aventureiros.
Respeitar os mais quietinhos.
Nossa ação como pais entra em garantir a segurança deles, em procurar medir se a quietude é sinal de algum problema, se está demais, mas sem forçar, educar no dia a dia para as mudanças que acreditamos ser necessárias, sem querer mudar o jeitinho de ser de nossos filhos.
Acredito que se respeitarmos as necessidades e o tempo de nossos filhos e nos preocuparmos em orientá-los sem pressa, eles se desenvolvem muito bem e com segurança, confiantes.
Nossos filhos terão muitas coisas de nós, claro, somos espelhos para eles, mas mesmo assim terão principlamente sua individualidade.
Não force seu filho a beijar e abraçar quem ele não quer, nem a sentar no colo ou falar com as pessoasa que ele não quer, no momento que ele não quer.
Com meu filho é comum ele não querer cumprimentar as pessoas no momento em que queremos, depois ele fica mais a vontade e se envolve com todos e fala sem parar, vejo isso com muitas outras crianças também.
Às vezes ele responde gritando, dá as costas, até tenta bater na pessoa que quer falar com ele, aí entra a ação de pais educadores, falo com ele com calma e explico que dessa forma não é legal, não é educado, se ele não quer conversar tudo bem, pra ele dizer com calma que não quer falar e pronto.
Aos poucos ele muda o comportamento, não o forço a falar quando não quer mas procuro educá-lo a dizer com jeito o que sente e quer.
Nós como pais temos que ser bem flexiveis e atentos as necessidades de nossos filhos, aceitar e aprender com as diferenças, só temos a crescer com isso.
Sabemos que isso, muitas vezes, não é fácil, e esse é nosso aprendizado e desafio.
Respeite a individualidade de seu filho, não queria colocá-lo em um padrão de comportamento, não iguale ou compare aos outros, não há personalidade melhor, certa ou pior e errada.
Eduque dentro das necessiadades pessoais dele e não perca a oportunidade de aprender com as diferenças.
Nisso que acredito e divido com vocês.

Existem muitas meios para ajudar a conhecer mais e melhor nossos filhos, veja esses textos que escrevi sobre Astrologia Infantil em meu blog Yamapô Magia, é um caminho elucidador.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

10 dicas para organizar uma festa junina educativa

É possível fazer uma festa junina legal e ainda comprometida com a aprendizagem das crianças e dos adolescentes
06/05/2011 17:39

Texto Camilo Gomide
 
Pé de moleque, canjica, curau, pamonha, bolo de milho, quentão, bandeirinhas, fogueira, chapéu de palha, sanfona e arraiá. Sim, estamos falando de festa junina. Todo mês de junho é assim: tiramos do armário as camisas xadrez e os vestidos de chita, pintamos sardinhas nas meninas e bigodinhos nos meninos e vamos satisfeitos para a festa na escola, pensando em todos os quitutes deliciosos que nos aguardam.
Esquecemos o principal: o significado da festa. Você conhece as origens das festas juninas? Sabe por que comemos tantas iguarias de milho e de onde vêm as danças? E o colégio do seu filho, aproveita as festas juninas para preencher buracos na grade horária e engordar o caixa ou utiliza os festejos para ensinar alguma coisa para as crianças?
Embora seja uma tradição consagrada e rica da cultura popular, muitas escolas organizam festas de São João, Santo Antonio e São Pedro que pouco, ou nada, contribuem para a aprendizagem dos alunos. O Educar Para Crescer consultou alguns pedagogos e um antropólogo e elencou algumas dicas para garantir que a sua festa junina seja uma verdadeira aula.

1 - Procurar o sentido original da festa
Qual a origem da festa junina? Descobrir isso pode ser o primeiro passo para a contextualização da festa. E é importante motivar os alunos a buscarem esta resposta. Saber que a tradição vem dos festejos de agradecimento aos santos pela colheita do meio do ano e que, por isso, a maioria dos quitutes é feita de milho, por exemplo, pode despertar neles o interesse pela história. "É necessário recuperar o porquê da tradição da quadrilha, das comidas, da fogueira, para que a festa junina não vire uma mera caricatura do mundo da roça", diz o antropólogo Jadir de Morais Pessoa, professor titular da Universidade Federal de Goiás, especialista em folclore.

2 - Descaricaturizar o homem do campo
Homem do campo não é Jeca Tatu. É importante apresentar o campo de uma nova maneira. Tirar o olhar de deboche sobre o caipira, manifesto muitas vezes pelas roupas exageradas ou por posturas imbecilizadas. "Trazer uma pessoa da roça para contar dos saberes, descaricaturizar o homem rural. Festejá-lo como sujeito portador de saberes", indica o antropólogo Jadir de Moraes.

3 - Resgatar as manifestações culturais
Um dos elementos mais importantes das festas juninas são as danças e as músicas populares. Muitas escolas contratam profissionais especializados em cultura popular para valorizar e aprofundar esse universo e desenvolver com os alunos as danças e as canções típicas. Elas não se limitam a contratar sanfoneiros e conjuntos para meras apresentações, fazem mais: colocam os alunos para dançar e até para criar as músicas. "No colégio Vera Cruz, trabalhamos há 10 anos danças típicas de todo o Brasil. As crianças de 5 anos apresentam a "Congada", dança de Minas Gerais; as de 6 anos dançam o "Bumba meu Boi", do Maranhão; e as de 7 anos fazem a tradicional quadrilha", conta Elizabeth Menezes, professora de educação corporal do colégio Vera Cruz.
A festa junina pode ser ótima oportunidade também para apresentar novos instrumentos musicais para as crianças.

No Vera Cruz, a professora traz instrumentos folclóricos como a caixa do Divino Espírito Santo, a matraca, os gungas e os chocalhos. "O mais lindo é ver o quanto as crianças aprendem. Esse ano um aluno criou uma música que nós vamos utilizar na dança: "Um triângulo, dois quadrados, céu e terra, sol e chuva formam o planeta terra de todo mundo", emociona-se a professora, cantando a canção do aluno Theo Vendramini Sampaio, de 5 anos.
 
4 - Envolver os estudantes no assunto
Como motivar os estudantes e trazê-los para o projeto? A escola Viva, de São Paulo, utilizou, neste ano, um recurso muito simples: fixou painéis por toda a escola. Os cartazes, confeccionados pelos próprios alunos, traziam curiosidades e atraiam a atenção para o evento. "Foi uma maneira de despertar a atenção nos mais novos. Os painéis traziam informações do tipo: você sabe por que tem fogueira na festa junina? Além disso, traziam fotos dos professores em festas juninas, quando crianças. A brincadeira era adivinhar quem era o professor", disse Marta Campos, coordenadora geral do Ensino Fundamental I da Escola Viva.
 
5 - trazer os alunos para a preparação da festa
As festas juninas escolares devem ser feitas por e para os alunos. O objetivo é estimular o senso de autonomia e de cooperação, reforçando a importância do trabalho comunitário na escola. Para isso, é importante envolver os estudantes em todo o processo, desde a confecção dos estandartes e bandeirinhas à organização das brincadeiras. "Todos os alunos estão envolvidos na organização da festa. Mas alguns têm responsabilidades maiores. Eles coordenam os preparativos, fazem reuniões com a diretoria, apresentam relatórios e tem autonomia para decidir", afirma Wanilda Tieppo, assistente de direção da escola da Vila.
 
6 - Associar o conteúdo escolar à festa junina
A preparação da festa pode e deve estar atrelada ao conteúdo aplicado em sala de aula. Na escola Oswald de Andrade, por exemplo, cada classe é responsável por uma barraca e cada barraca apresenta transversalmente o projeto trabalhado em classe. "A turma que está estudando os alimentos, por exemplo, preparou uma barraca relacionada ao assunto", destaca Roberta Ferrari Rodovalho, coordenadora assistente do Colégio Oswald de Andrade, de São Paulo.
 
7 - Valorizar o brincar
Uma das tradições da festa junina são as brincadeiras: pescaria, boca do palhaço, jogo da argola, corrida de sacos, pau de sebo, entre outros. Os jogos juninos são a grande diversão da garotada e podem ser uma boa maneira de transmitir valores de cidadania para os alunos. Dois bons exemplos de valorização do lúdico acontecem nas escolas Vera Cruz e Oswald. Na primeira, as próprias crianças são responsáveis pela confecção das prendas. "Elas fazem colares, cadernos, trabalhos em argila e todo tipo de brinquedos. Vale tudo, o importante é a participação", diz Elizabeth Menezes. Já no Oswald, não há brindes para os vencedores. "O objetivo é estimular a brincadeira pela brincadeira", conta Roberta Ferrari Rodovalho, coordenadora assistente do colégio Oswald de Andrade, de São Paulo.
 
8 - Estimular a participação da familia
A participação dos pais e familiares é importante para as festas juninas em vários aspectos. Para começar, quando comparecem os pais estimulam a criança e reforçam a auto-estima. Mas eles também podem contribuir na organização. No Colégio Oswald de Andrade, por exemplo, os pais conjuntamente com os filhos são convidados a preparar e a trazer os comes e bebes. "A participação dos pais é muito importante para nós. Cabe a eles trazer as comidas, que ficam todas dispostas em uma mesa. O lanche é comunitário, não tem custo, é só chegar e pegar", diz Roberta Ferrari Rodovalho, assistente de direção do Colégio Oswald.
 
9 - Não fazer a festa no horário das aulas
É muito importante não atrapalhar a rotina e a programação escolar por causa da festa. A começar pela escolha da hora e da data do evento. Não pode ser no horário letivo. O melhor é fazer aos sábados, domingos ou depois das aulas. "Nunca fazemos nossas festas em período letivo, temos um programa a seguir e não descumprimos. As festas juninas acontecem sexta-feira à tarde, único dia da semana que não funcionamos em período integral", explica José Carlos Alves, diretor do Colégio de Aplicação do Pernambuco, escola pública com a segunda melhor média no Enem e 14ª colocada no ranking nacional.
 
10 - Não usar a festa para arrecadar dinheiro
A festa junina não pode ser apenas um pretexto para se arrecadar dinheiro para melhorias na escola. Precisa se auto-sustentar, é claro, mas não precisa gerar lucro. Algumas escolas, como a escola da Vila, em São Paulo, preferem utilizar a festança para juntar recursos para instituições de caridade. "Não cobramos entrada. Pedimos para que as pessoas tragam doações, que repassamos à ONGs que ajudam pessoas carentes. Em 2008 e em 2009, estamos arrecadando utensílios de higiene e roupas para uma instituição que auxilia moradores de rua", disse Wanilda Tieppo, assistente de direção da escola da Vila

domingo, 27 de março de 2011

Diversidade, Educação e Auto estima

Um assunto muito importante pra mim e faço questão de pontuar da melhor forma com meu filho.
Tudo parte do respeito, a si e ao outro, de uma postura mais íntegra e de caráter.
Acho muito triste presenciar crianças destratando outros pela roupa ou posição social como empregados, professores e comerciantes, por exemplo.
Ou ao contrário, um jovem desdenhando, muitas vezes sentindo raiva pelo poder aquisitivo que o outro possui.
Como tudo, ensinamos nossos filhos pelo exemplo, a forma com que tratamos as pessoas e lidamos com as situações o formará e assim também a sociedade de seu tempo.
E o que queremos para eles?
Devemos ser agora o que queremos pra eles no futuro.
E prepará-los para ações discriminatórias com eles, pois ninguém está a salvo neste mundo, qualquer característica pessoal é motivo, se é rico é porque é rico se é pobre...
E se for considerado feio então?
Nossos filhos também necessitam desse preparo.
A seguir 3 textos e um vídeo que colhi por aí na internet bem bacaanas, espero que curtam também.
Grande beijo

Diversidade e respeito




Só se aprende na prática

O clichê cabe muito bem quando o assunto é preconceito. Se as crianças aprendem com os exemplos dos pais, vejam situações e dicas para ajudar você a abordar o respeito à diversidade em casa



4 maneiras de falar sobre diversidade para o seu filho

· Passeios e viagens. Vocês adoram viajar, conhecer novos lugares? Pois em cada espaço deste pode acontecer um belo aprendizado. Vale desde ir a um restaurante que fica em um bairro típico japonês, como é o caso do bairro da Liberdade (SP), até uma aldeia de pescadores em uma praia do Nordeste. Só de observar a decoração e os costumes, ouvir os variados sotaques (ou idiomas, claro) e chamar a atenção para isso de forma sutil e o mais natural possível já será muito argumento para o seu filho desde compreender que há muitas formas de viver. Se você engatar uma conversa, por exemplo, com a baiana do tabuleiro de acarajé e afins, instigue seu filho a participar da conversa. Quando estiverem em busca de um suvenir ou um presente, mostre que a produção local, o artesanato, é um jeito daquele povo se expressar ou ganhar dinheiro.

· Literatura infantil. Livros infantis ajudam você a alcançar qualquer parte do mundo. Há muita opção paradidática, mas tente optar por histórias, por livros que usem a literatura para abordar os temas. Se for algo muito direto, em que sentimos a lição de moral muito clara, leva a criança com delicadeza ao tema, com um filme que nos emociona. Um exemplo muito bom é Minhas Contas (Ed. Cosac Naify, R$ 32), de Luiz Antonio. O autor fala sobre intolerância religiosa e conta a história de Nei e Pedro, proibidos de serem amigos porque um deles segue o candomblé. Outro exemplo muito bacana é Divina Albertina (Ed. Brinque-Book), de Christine Davenier. Nele, o respeito à diversidade é exposto por meio de uma história de amor. Em ABC do Mundo Árabe (Ed. SM, R$ 30), de Paulo Daniel Farah, um pouco a cultura árabe que o mundo todo herdou. A editora também tem, por exemplo, ABC do Brasil e ABC do Japão. Confira outras opções no Livros Pra Uma Cuca Bacana.

· Fotografias. Livros de fotografias que trazem o dia a dia ou a realidade de uma população vão ajudar a mostrar que cada povo pode viver de um jeito diferente ou então que há semelhanças em culturas distintas. Já conhecem o livro Bebês do Brasil (Ed. Globo, R$ 45), lançado pela CRESCER? É uma ótima maneira de começar este tipo de prática com a criança. São 27 histórias de bebês e suas famílias de cada estado brasileiro e do Distrito Federal. Fotos em jornais e revistas também são uma material rico, atual e simples de ser acessado e aproveitado pela família.

· Filmes. Quem não viaja e conhece pessoas, paisagens e modo de viver quando assiste a um bom filme? É espaço para falar, sim, de modos de vida – desde o americano, o mais divulgado pela força do país na sétima arte - até o japonês, o indiano, o inglês (Harry Potter, que tal?). Um exemplo que pode entreter crianças a partir de 6 anos é o iraniano Filhos do Paraíso, que conta a história de Ali, um menino que, enquanto fazia as compras no mercado, perde os sapatos da irmã menor, Zohre. Ela deveria usá-los para ir à escola. Para não preocupar os pais, eles passam a se encontrar escondido e dividir o uso do tênis: num período fica com ele e em outro fica com ela. Além da bela história, passa por ali o jeito de se vestir, comer, se divertir e até procurar emprego. Já a animação francesa Azur e Asmar fala de dois meninos que são criados como irmãos mas, um dia, são separados. Um é pobre, o outro é rico. Quando se reencontram, adultos, em busca da Fada dos Djins, já não são mais amigos, e sim, rivais. Este, claro, aborda a diversidade social. Mais uma dica pode mostrar, por exemplo, o dia a dia de uma Paris antiga e, com sutileza, mostra até uma situação que poderíamos chamar de bullying, é O Balão Vermelho. A produção é de 1956, e é um filme de média-metragem, tem 40 minutos de duração. Considerado um obra de arte do cinema, na história um menino encontra um balão vermelho e, como dois grandes amigos, eles vão se aventurar pelas ruas parisienses.
Considerado uma obra de arte do cinema, na história um menino encontra um balão vermelho e, como dois grandes amigos, eles vão se aventurar pelas ruas parisienses. Outro filme que também vai abordar bem a questão da diversidade é o Um Sonho Possível, baseado em história verídica e que deu Oscar de melhor atriz a Sandra Bullock em 2010. Nele, uma família muito bem de vida cruza suas vidas a de um garoto enorme e carente de afeto e estrutura e que ganha destaque no futebol americano. Bem ao estilo americano de ver, conversas sobre racismo, diferença em outros tipos e o sucesso de quando se cria uma relação com base no afeto e na confiança em si mesmo.

Deixa a madeixa balançar

Eu nasci numa época em que ter cabelo liso era o máximo do máximo. Não tinha essa valorização dos cachos, como hoje. E então minhas lembranças de infância relativas a cabelo são da minha mãe fazendo touca em mim, colocando bobs (argh), fazendo alisamentos sem fim. Lembro até de ter feito um tal de "touca de gesso", onde eu fiquei uma hora deitada naquela pia. Dá pra imaginar como ficou o meu pescoço ao final de tudo isso?
Me lembro bem que minhas amigas tinham cabelo comprido. Faziam grandes rabos de cavalo, jogavam o cabelo pra frente, eu achava aquilo o máximo! Eu também queria fazer aquilo! Mas o meu cabelo não ficava daquele jeito naturalmente, eu me sentia completamente diferente delas. E não tinha ninguém pra me dizer que o meu cabelo também era bonito daquele jeito, o que ajudava ainda mais a alimentar o meu sentimento de que eu era "errada".
Tenho fotos minhas de quando eu era criança que tenho vontade de queimar. Tenho trecos só de ver aquele cabelo horrível, totalmente com cara de alisado, armado, a coisa mais feia que se pode imaginar. Nem era o cabelo liso que eu queria, nem tinha a menor cara de natural. Mas eu não tinha a menor noção das coisas, achava que daquele jeito eu estaria mais próxima de ser "igual" às minhas amigas.
Me lembro também que minhas primas alisavam o cabelo com uma espécie de pente quente. Não podiam molhar o cabelo de jeito nenhum, senão estragava tudo. Eu e minha irmã morriamos de medo de que alguém nos obrigasse a fazer aquilo também!!
O tempo passou (graças a Deus), os processos químicos foram aprimorados (graças a Deus de novo) e foram criados os "relaxamentos", que não removem completamente os cachos, deixando os cabelos com mais cara de naturais. Entrou um novo pensamento, de que cabelos cacheados também são legais, também são bonitos. E eu embarquei com tudo!
Hoje em dia eu odeio fazer escova. Faço em ocasiões muito especiais, sob protesto e ainda me acho horrível daquele jeito. E aqui em casa eu aderi ao movimento de valorização dos cachos, principalmente com as crianças. Outro dia minha mãe estava falando no meu ouvido que eu tinha que fazer mais escovas, que tinha que fazer isso e aquilo, até que uma hora eu fiquei realmente brava. Minha mãe é branca, de cabelos lisos e escorridos. Casou com um negro (lindo, por sinal) de cabelo pixaim. Ela queria o que? Se quisesse filhos de cabelo liso casasse com um norueguês loiro de olhos azuis, ué!! (tá, esse comentário fez com que ela ficasse brava comigo, mas eu não estava mentindo)
Até agora, tenho conseguido alcançar meu objetivo, pelo menos em casa. Meu filho ama os cachinhos dele, fica furioso quando precisa cortar o cabelo e tiram os cachos. Minha caçula tem ainda mais cachos do que o irmão e eu acho a coisa mais linda do mundo!! Eu sei que um dia eles até podem se achar diferente dos outros, principalmente a Alice, porque mulher liga mais pra essas coisas do que os homens. Se ela quiser fazer algum processo químico nele e tiver idade pra isso, não vou negar. Seria hipocrisia minha, sendo que eu também faço. Mas que vou conversar bastante e explicar que cabelos cacheados também são legais e bonitos, ah vou! E tenho certeza de que vou ter uma cena linda, igual à que tive esses dias com a filha da Calu: nós duas sacudindos os cabelos pra ver quem tinha mais cachos!

Diversidade e autoestima nas crianças

Quando se fala em aparência, muitas pessoas dizem ser a beleza interior a que realmente importa. Entendo que estão falando de personalidade e de caráter. Mas confesso que gosto de provocar um pouquinho e falar que não existe beleza interior. Existe beleza. E pronto. Todas as pessoas têm beleza dentro das suas diferenças, das suas características e isso as fazem únicas.
Acho que essa é uma boa reflexão quando pensamos em quais valores queremos trabalhar com as crianças, não acham?
Educar é mostrar à criança como ir além do que ela vê. Se ela se sente bem com o mundo que está a sua volta – conhecendo diferentes culturas por meio de visitas a exposições, livros, fotos, convivência com colegas –, ela estará bem preparada para reconhecer que normal mesmo é ser diferente, e então poder lidar com a diferença que existe em si mesma. Assim, também vai se valorizar e se posicionar com mais confiança no mundo.
Se nós mães nos preocupamos em passar aos pequenos a valorização da diversidade, contribuímos para melhorar tanto a relação deles com eles mesmos, quanto plantar a semente de um futuro cidadão autônomo que promove a harmonia e contribui para um mundo melhor.
Então, como trabalhar a diversidade com os pequenos?
vale lembrar que mais forte do que trabalhar valores com as crianças, é mostrá-los por meio de nossas próprias ações. Pois a criança aprende pelo exemplo, não é?
Por Claudia Siqueira
 

terça-feira, 22 de março de 2011

Como educar crianças para o empreendedorismo


Gente, encontrei esse texto bacana, compartilho dessa idéia, confiram!

Esta semana assisti um video muito interessante no TED (Technology, Entertainment, Design) Ideas Worth Spreading. Como o próprio subtitulo diz, o TED organiza conferências sobre idéias que valem a pena ser espalhadas no mundo. Uma delas vem do Cameron Herold que fez uma palestra incitando os pais a educarem filhos empreendedores.

Cameron fala que os pais educam crianças pra conseguirem bons empregos, as escolas educam para virarem médicos, advogados, dentistas, contadores, professores, pilotos... a midia diz que é muito maneiro virar ator, modelo, rockstar.. Então quem começa suas próprias empresas? E será que colocamos medo nas crianças naturais para isso? Afinal, emprendedores são pessoas que pegam uma idéia, decidem correr atrás e fazer tudo ao seu alcançe pra realiza-la. Precisamos encorajar mais nossos filhos e Cameron dá algumas dicas simples e interessantes para fazermos em casa. Por exemplo:

 Não dar mesada porque transformamos nossas crianças em assalariados, os fazemos esperar todo mês pelo "salário". Cameron diz pra seus filhos procurarem coisas pra fazer em casa e negociar com ele quanto devem receber pra fazer isso. Isso desenvolve a prática de negociação e discurso dos pequenos.

 Incentivar que falem em público ou fazer peças de teatro também ajuda a falar e se expressar quando precisam.

 Quando vc vai ao restaurante, se for mal atendido, mostrar pras crianças o que é um mal serviço. Também elogiar um bom atendimento pras crianças aprender discernimento.
 Não contar histórias todos os dias antes de dormir. Pegar alguns objetos, mostrar pra criança e deixar que ela conte uma história usando esses objetos. Isso desenvolve a criatividade, ensina a vender e a pensar por si próprio.

Ontem separei uma camisa vermelha, um cinto, uma zebra e um gato listrado e fui dormir com uma história linda e divertida em minha cabeça.
Abaixo o video completo da paletra no TED. Afinal de contas todo pai quer ensinar seus filhos a enfrentar obstáculos e ter sucesso. Divirtam-se e brinquem em casa com as dicas!



Via Blog MãeGeek  por Mariana Eva