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quinta-feira, 29 de março de 2012

Os perigos de deixar um bebê chorando

colo do titio
Como é comum e até recomendado deixar o bebê chorando, dia ou noite, mais ainda a noite né?
O argumento é simples: não acostumar o bebê no colo, mimar o bebê, acostumar mal.
Eu penso assim, o bebê começa a ter memória a partir do 6º mês de gestação, ele já se conheceu dentro do útero da mãe, quentinho, escurinho, acolhedor, justinho, silêncioso e aquoso.
Ele sente a mãe, sua voz, seu carinho, seus sentimentos, alegrias e preocupações, o bebê sente que ele e a mãe são uma pessoa só.
Então ele passa pelo intenso trabalho de parto pra nascer, chega a um ambiente estranho, frio (sim porque dentro da mãe estava a 36 e até 37º) claro, seco, sendo manipulado de um lado ao outro, um tecido passa por todo seu corpo, alías, bracinhos e perninhas cada um para um lado, oposto da posição de segurança e conforto que estava até então: encolhidinho.
Sondas são enfiadas em todas as suas vias, um colírio fortíssimo é colocado em seus olhos, tudo rápido numa sala cheia de barulho, até que é enrolado em um tecido e uma touca é colocada em sua cabeça.
Nesse momento a mãe, então, finalmente pode segurar o bebê pela primeira vez ou simplesmente passa pelo olhar da mãe paralisada pela anestesia para a cesária e vai para o berçário.
colo da mamãe no sling, a forma mais gostosa de colo!
Lá fica sózinho em meio a outros bebês e pessoas estranhas, dizem que em alguns lugares o bebê fica com a mãe o tempo todo, melhor né?
Mais alguém também acha bem traumático, até agressivo?
O que o bebê mais quer e precisa com todo esse processo?
Será que acertou quem disse o colo? Colo da mãe? do pai?
Se o bebê chora porque quer o colo, o que que ele está precisando?
Não seria o acolhimento, a proteção, o cheiro, a voz, o carinho, os sentimentos, a unicidade com a mãe?
Eu pessoalmente tenho plena certeza disso.
Considerando que seja assim, que mensagem é passada ao bebê quando seu choro não é atendido?
Medo, abandono, insegurança e sabe lá mais o quê?
Eu sinto e entendo assim.
Com o colo, o atendimento as necessidades do bebê, penso que ele se desenvolva com confiança, o que vai refletir em toda a sua vida, influenciar o modo como ele lidará com tudo na vida.
Ao contrário do que se pensa, acredito que este bebê se torne mais independente ao ser atendido prontamente em suas necessidades.
Meu filho com pouco menos de 4 anos quer fazer tudo sozinho, faz muito bem, relaciona-se muito bem com todos e quer se afastar de mim, de uma forma muito boa, é claro, quer experimentar, vivenciar sem a proteção da mãe, quer testar sua segurança sem a mãe, pois a mãe é a guarda, proteção, acolhimento, e se ele sente-se seguro e confiante a seguir sem essa redoma é porque amadureceu, evoluiu, cresceu.
colo do papai
E eu acho isso muito bom.
Acho dificil, não sei muito bem como o fazer porém quero educar meu filho para a liberdade: mental, espiritual, de conceitos fechados.
Quero educá-lo para a alegria, bem estar, para a verdade.
E para isso, oferecer a ele atenção as suas necessidades de cada fase de sua vida e na primeira fase o colo é fundamental.
Hoje eu quero pegá-lo no colo, cheirar, beijar, ficar grudadinha e ele não quer, não tem nem 4 anos ainda, imagina se eu não tivesse curtido muito o colo até então?

Leia o Artigo competentemente escrito sobre o assunto, este confirma muitas de minhas colocações, muito bacana, vale a pena conferir:
Os perigos de deixar um bebê chorando, de Darcia Narvaez, PhD, retirado de Psychology Today. Tradução livre de Bianca Balassiano.

Originalmente publicado por Bianca Balassiano em seu SITE.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Lei da Palmada é aprovada por unanimidade em comissão da Câmara

CAROLINA SARRES
DE BRASÍLIA

A Lei da Palmada foi aprovada por unanimidade na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, com o objetivo de reforçar o controle da Justiça sobre casos de violência contra crianças e adolescentes.

A legislação que vigora atualmente, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), menciona "maus-tratos", mas não especifica quais castigos não podem ser aplicados pelos pais ou responsáveis.
A partir da aprovação, os parlamentares da Casa terão um prazo para se manifestem sobre a necessidade de votação em plenário. Caso a votação pela comissão seja considerada conclusiva, o projeto irá diretamente para o Senado.

O texto do projeto de lei 7.672/2010 foi modificado ontem (13) pela relatora Teresa Surita (PMDB-RR) -- o termo "castigo físico" foi substituído por "agressão física" --, o que não agradou os representantes dos direitos da criança e do adolescente e causou polêmica, adiando a apreciação para hoje.

Após mais um dia de debate, firmou-se consenso em torno da expressão "castigo corporal".
Houve um destaque no texto para que a palavra "sofrimento" fosse suprimida da definição de castigo físico (ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso de força física que resulte em sofrimento ou lesão), mas a sugestão foi negada pela maioria dos deputados.

A Folha apurou que a solução textual de Surita agradou os segmentos envolvidos no debate, que se sentiram contemplados pelo projeto de lei.
As mudanças no texto da relatora teriam sido feitas após reunião da deputada com líderes da bancada evangélica na Casa --desfavoráveis ao uso do termo "castigo", argumentando que o projeto levaria a ingerência demasiada no âmbito das famílias.

Teresa Surita negou que tenha havido discordância entre membros da comissão e da bancada evangélica. Segundo ela, eles "só estavam querendo conhecer o projeto" e contribuíram para aperfeiçoar o texto final.

De acordo com o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), representante dos evangélicos, em nenhum momento a bancada teve o intuito de vetar o projeto.

"Agradeço a relatora por ter melhorado o texto. Agora ficou bonito", disse Feliciano.
Sobre uma possível ingerência da Secretaria de Direitos Humanos na troca dos termos do projeto, que não teria gostado da supressão da palavra "castigo", Teresa Surita afirmou que foram aceitas sugestões de diversas instâncias, como na elaboração de qualquer projeto de lei.

Via Folha.com

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Interessados em adotar é cinco vezes maior do que crianças à espera de família

Crianças a espera de adoção são seres humanos que mesmo com pouca idade já viveu situações dificeis e bem tristes, necessitam de uma familia que as amem e eduquem; Ficar escolhendo tom de pele, impor limite de idade não é nada nobre, não me parece uma atitude de quem quer doar amor, parece mais um desejo de consumir um certo produto, lamentável.
Déborah Gérbera

Por Elaine Patricia Cruz

O número de pessoas interessadas em adotar é cinco vezes maior do que o número de crianças e adolescentes à espera de nova família. Isso é o que mostrou o Cadastro Nacional de Adoção, que foi divulgado na última quinta-feira (13) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O cadastro mostra que há 4,9 mil crianças e adolescentes registrados para adoção no país. O número de pretendentes inscritos, por sua vez, chega a 26.936.

Para o CNJ, três fatores têm dificultado a adoção de crianças e adolescentes. O primeiro deles é o perfil exigido pelos pretendentes: de acordo com o cadastro, 9.842 (36,54% do total) dos que pretendem adotar preferem crianças ou adolescentes brancos. No entanto, quase metade das crianças disponíveis para adoção – 2.272 no total – é parda. Crianças brancas somam 1.657, o que representa 33,82% do total.

Outro entrave, segundo o CNJ, refere-se à faixa etária. Mais da metade dos pretendentes (cerca de 59%) querem adotar crianças de até 3 anos de idade. O terceiro fator é a indisposição dos pretendentes em adotar grupos de irmãos. Segundo o cadastro, 22.341 pretendentes desejam adotar apenas uma criança. Das crianças e adolescentes disponíveis para adoção, 3.780 têm irmãos.

Em entrevista à Agência Brasil, o desembargador Antônio Carlos Malheiros, coordenador da área de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, disse que outro problema que dificulta as adoções no país é a ausência de uma estrutura melhor e mais adequada nas varas de infância.

“O [Poder] Judiciário da Infância e da Juventude ainda não está suficientemente aparelhado para ser mais ágil. Segundo, ainda que estivéssemos aparelhados e bem estruturados para sermos mais rápidos, é preciso tomar uma série de cuidados ao colocarmos uma criança em uma família. Temos que saber quem é essa família”, disse o desembargador.

De acordo com o desembargador, hoje o tempo de espera para adoção caiu muito com a criação do Cadastro Nacional. “Com o Cadastro Nacional melhorou muito, está andando mais rapidamente. A diminuição das exigências também está fazendo andar mais rapidamente. A média hoje, depois que um casal é habilitado, é de uns dois anos. Já foi mais tempo”.

Para Malheiros, somente as campanhas de orientação e estímulo das adoções poderão reduzir o número de crianças e adolescentes em abrigos. “Não podemos parar com nossas campanhas. Temos que fazer uma atrás da outra”.

O Cadastro Nacional de Adoção foi criado em abril de 2008 como forma de consolidar os dados de todas as comarcas do país com relação a crianças e adolescentes disponíveis para adoção. O cadastro tem dados sobre o sistema e serve para acelerar a adoção no país.

(Agência Brasil)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Estudo diz que filhos de lésbicas são mais equilibrados

Pesquisa aponta que os filhos de casais lésbicos parecem ser mais
aplicados em níveis acadêmicos e
tendem a ter menos problemas de agressividade ou desrespeito às regras
Um estudo que demorou 25 anos para ser concluído aponta que as crianças que são criadas por lésbicas têm a tendência a serem mais equilibradas e terem menos problemas comportamentais. As informações são da CNN.
O estudo foi publicado no periódico Pediatrics e acompanhou 78 casais lésbicos que criaram bebês graças a doações de esperma. As crianças também passaram por um acompanhamento e responderam uma série de entrevistas e questionários para poderem ser comparados com os dados das crianças filhas de casais heterossexuais.
A controversa pesquisa foi, em grande parte, financiada por várias associações LGBT como a Gill Foundation e a Lesbian Health Fund. Os pesquisadores, no entanto, defendem que nada disso influenciou o resultado da pesquisa: ela aponta que os filhos de casais lésbicos parecem ser mais aplicados em níveis acadêmicos e tendem a ter menos problemas de agressividade ou desrespeito às regras. Segundo os pesquisadores, a possível explicação para isso talvez seja o fato de que as crianças, nesses lares, são muito programadas e aguardadas.
A presidente de um grupo de mulheres que apoiam os valores religiosos, no entanto, saiu em defesa de uma nova pesquisa pois, segundo ela, "temos que suspeitar de qualquer pesquisa que afirme que crianças criadas por casais homossexuais têm melhores resultados do que as crianças criadas por um pai e uma mãe".

Via Vírgula UOL

terça-feira, 26 de julho de 2011

Tempo junto ao filho, quanto?

Esses dias mesmos andava pensando em o qunto é bom ou necessário estar perto, junto com o filho.
Estava questionando a minha crença sobre este assunto, pois pra mim os pais devem estar junto do filho o tmepo todo.
Hoje isso é bem dificil pra maioria, mas pra mim não.
Optei em estar em casa com o meu filho e felizmente tive essa chance.
Não aconteceu simplesmente de eu parar de trabalhar, foi tudo planejado e desenvolvido alguns anos antes mesmo de engravidar.
Enfim...
Acredito ser fundamental a criança ter os pais junto, cuidando, educando, quanto mais nova maior a necessidade, assim ela terá a segurança, independencia e educação pra seguir a vida.
Mas todo mundo fala tanto, mas tanto que é preciso soltar a criança, deixá-la com outras pessoas, "desgrudar", pois a criança precisa ter independencia dos pais, precisa se acostumar a estar separado dos pais, que comecei a me questionar, mesmo que no meu íntimo não acredite ser necessário essa separação.
Claro que tudo tema sua hora mas acredito que isso ocorrerá naturalmente.
Com o colo necessário hoje garantirá a independencia com segurança de amanhã.
Até que me deparei com este texto de José Martins Filho, médico pediatra, autor e pesquisador.
Pronto! Deixei pra traz a opinião dos outros e me tranquilizei novamente com que o meu coração diz pra mim em relação ao meu filho.
Confira, é muito bom:

Ter filho não é pra todo mundo

Vamos ser francos: quem realmente tem capacidade para se dedicar a uma criança como deveria. Faça a análise antes de ter uma


Será que todos os seres humanos precisam ser pais? Não sei. Cuidar bem de uma criança, além de ser de sumária importância, dá um trabalho danado. Crianças choram à noite, nem sempre dormem bem, precisam de cuidados especiais, de limpeza, de banho, alimentação, ser educadas e acompanhadas até a idade adulta. E, principalmente: crianças precisam da presença dos pais, sobretudo as menores, que requerem a mãe na maior parte de seu tempo. Não é dando dois beijinhos pela manhã antes de ir para a creche, ou colocando a criança para dormir à noite, que será possível transmitir segurança, afeto e tranquilidade. Escuto muito a seguinte frase: “Doutor, o que interessa é a qualidade do tempo junto e não a quantidade”. Duvido. Diga ao seu chefe que você vai trabalhar apenas meia hora por dia, mas com muita qualidade. Certamente ele não vai gostar. Seu filho também não.
Sejamos sinceros, nem todo mundo está disposto a arcar com esse ônus. Talvez seja melhor adiar um projeto de maternidade, e mesmo abrir mão dessa possibilidade, do que ter um filho ao qual não se pode dar atenção, carinho e presença constante. Lembre-se que é preciso dedicar um tempo razoável: brincar junto, fazer os deveres de casa, educar, colocar limites.
Como fazer tudo isso e ainda continuar no mercado de trabalho? Usando seu horário de almoço para comer junto com seu filho. Fazendo visitas na creche durante o dia. Passeando no final de semana, em atividades em que a criança seja prioridade, como praia, parques, jogos em conjunto. Por favor, isso não inclui shopping center.
Sou obrigado a fazer todas essas coisas? Claro que não. Mas ser pai e ser mãe também não é uma obrigação, sobretudo nos dias de hoje em que a vida oferece infinitas possibilidades. Trata-se de uma escolha. E, como toda escolha, pressupõe que você abra mão de outras tantas. O que se propõe? A volta da mulher à condição de dona de casa? Também não. O que se propõe é a conscientização da paternidade e maternidade. A infância determina a vida de todos nós. Ela é fundamental para a existência humana. Na esfera psíquica, os primeiros dois anos significam a base da construção de uma personalidade saudável. A violência, a agressividade, a falta de ética, a amoralidade dos tempos modernos não são apenas fruto de dificuldades econômicas e sociais, mas da falta de amor, educação, limites.
Com a vida moderna, as crianças passaram a ocupar um papel secundário ou terciário na vida familiar. Lembre-se de que o futuro da humanidade vai depender dessas crianças que, provavelmente, chegarão aos 100 anos de idade. Fico triste quando, no consultório, a mãe não pode estar presente, ou o pai. E nem mesmo a avó: apenas a babá.
Deveríamos fazer uma análise tranquila antes da maternidade ou da paternidade. Queremos mesmo mudar nossa vida? Vamos ter condições de participar intensamente da vida desse novo ser? Se lograrmos essa consciência, tenho certeza de que o mundo irá melhorar.

Publicado na Revista Galileu - Globo

terça-feira, 19 de julho de 2011

Bebê/Criança tem personalidade, preferências e individualidade

Os pais logo percebem em seus pequenos bebês suas personalidades, seus gostos, seu jeitinho pessoal.
A medida que esse bebezinho vai crescendo vai ficando mais claro sua individualidade.
Mas o que vejo, normalmente, é uma tentativa dos adultos enquadrarem os bebês e crianças em um padrão de comportamento.
Cobrar e exigir da criança ações que os pais acreditam ser certas e importantes sem considerar o jeito de ser do pequeno.
Por exemplo, pais mais competitivos exigem de seus filhos liderança, destaque.
Pais mais caseiros querem que seus filhos também o sejam e criticam caso sejam soltos e sociáveis.
Pais super comunicativos se incomodam com seus filhos que por ventura sejam mais tímidos.
Acredito que o grande aprendizado de ser pais é perceber as necessidades dos filhos e respeitá-las além de aprender com elas.
Dar o colo necessário aos bebês mais apegados.
Dar liberdade aos exploradores, aventureiros.
Respeitar os mais quietinhos.
Nossa ação como pais entra em garantir a segurança deles, em procurar medir se a quietude é sinal de algum problema, se está demais, mas sem forçar, educar no dia a dia para as mudanças que acreditamos ser necessárias, sem querer mudar o jeitinho de ser de nossos filhos.
Acredito que se respeitarmos as necessidades e o tempo de nossos filhos e nos preocuparmos em orientá-los sem pressa, eles se desenvolvem muito bem e com segurança, confiantes.
Nossos filhos terão muitas coisas de nós, claro, somos espelhos para eles, mas mesmo assim terão principlamente sua individualidade.
Não force seu filho a beijar e abraçar quem ele não quer, nem a sentar no colo ou falar com as pessoasa que ele não quer, no momento que ele não quer.
Com meu filho é comum ele não querer cumprimentar as pessoas no momento em que queremos, depois ele fica mais a vontade e se envolve com todos e fala sem parar, vejo isso com muitas outras crianças também.
Às vezes ele responde gritando, dá as costas, até tenta bater na pessoa que quer falar com ele, aí entra a ação de pais educadores, falo com ele com calma e explico que dessa forma não é legal, não é educado, se ele não quer conversar tudo bem, pra ele dizer com calma que não quer falar e pronto.
Aos poucos ele muda o comportamento, não o forço a falar quando não quer mas procuro educá-lo a dizer com jeito o que sente e quer.
Nós como pais temos que ser bem flexiveis e atentos as necessidades de nossos filhos, aceitar e aprender com as diferenças, só temos a crescer com isso.
Sabemos que isso, muitas vezes, não é fácil, e esse é nosso aprendizado e desafio.
Respeite a individualidade de seu filho, não queria colocá-lo em um padrão de comportamento, não iguale ou compare aos outros, não há personalidade melhor, certa ou pior e errada.
Eduque dentro das necessiadades pessoais dele e não perca a oportunidade de aprender com as diferenças.
Nisso que acredito e divido com vocês.

Existem muitas meios para ajudar a conhecer mais e melhor nossos filhos, veja esses textos que escrevi sobre Astrologia Infantil em meu blog Yamapô Magia, é um caminho elucidador.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Segundo filho, quando?

Ai ai que dúvida cruel...
O que sei é que quero mais um filho, mais um menino será delicioso, dois molequinhos!
E se for menina então, outro universo, praticamente uma brincadeira.
Mas quando?????
Vontade eu tenho agora mas sinceramente acho quase impossível cuidar de duas crianças, principalmente o começo, um recém nascido e um maiorzinho.
Meu filho tomou muito tempo do dia de 24 horas, ficava horas no peito, dormia pouco e chorava muito, ficava melhor no colo, onde passou toda sua fase de bebezinho.
Se o segundo for do mesmo comportamento...sei lá...impossível.
Impossível mesmo não porque a gente tem que dar conta né? Mas parece loucura.
Fico aflita com isso, já falei com várias pessoas que tiveram seus segundinhos tentando achar o que é melhor.
Pessoas que tiveram num intevalo maior de 4 anos são unânimes, é ruim, o maior fica com muito ciúme, briga com o menor e briga muito.
Quem teve com uma pequena diferença fala das dificuldades com os cuidados com dois bebês ao mesmo tempo.
Uma amiga logo disse: depende do que você quer!
Foi ótimo!
Por exemplo, meu filho ainda mama no peito e não quero desmamá-lo, como seria com um bebezinho totalmente dependente do peito?
Outra falou, depende da personalidade da criança, meu primeiro filho é bem idependente, o peito é só pra mamar, sem apego, já a segunda é super dependente do peito, não terei outro enquanto isso não melhorar.
Hum...
Já me deu uma luz.
Então tranquilizei, refleti sobre o quê e como quero.
Quero que meu filho esteja mais independente, que já compreenda mais as coisas pra entender a chegada de mais um bebê, que não dependa tanto de peito nem de colo, quero que o parto seja domiciliar novamente e que ele participe, dessa forma acredito que seja "mais fácil" cuidar do pequenininho que chegará e ainda dar atenção para o primeiro.
Enfim, como será só quando acontecer é que saberei, mas acredito que cheguei em uma boa resolução pra mim, perdi o medo de meu primeiro filho ser bem mais velho, como 4 ou 5 anos por exemplo.
Mas assim como no primeiro a sensação de despreparo é a mesma.
Será que vou dar conta?
Serei uma boa mãe de dois?
Um dia desses uma amiga falou a mesma coisa em relação a sua terceira gravidez, será que serei uma boa mãe de três?
De qualquer forma a mãe natureza já me convocou para a segunda gestação, basta eu dar o estarte.
Ui!
Vontade, alegria e um medinho ao mesmo tempo é o que sinto.

domingo, 10 de abril de 2011

Video relato de parto de Rosana Oshiro

Comentei aqui sobre Rosana Oshiro e seu 5º parto, o terceiro domiciliar e segundo desassistido.
Sua história é linda, comovente e muito inspiradora.
Ela transmitiu ao vivo seu trabalho de parto via internet.
Sua intenção é de desmistificar o parto natural e certamente ela conseguiu.
Ela também criou o blog: O Parto é seu, empondere-se!
Tudo para esclarecer e apoiar quem deseja ter um parto natural, humanizado.
Eu me tornei mais uma de suas fãs e faço questão de divulgar sua tragetória que vale muito a pena conhecer.
Segue o vídeo relato de parto da Clara e em seguida os links dos relatos escritos por ela e pelo marido.
Emociona-se também!



Relato de parto da Clara por Rosana , clique aqui!

Relato de parto da Clara por Cleber Massao, o pai. Clique aqui!

quinta-feira, 24 de março de 2011

"Mães com câncer não devem exercer a maternidade"

Câncer, Gravidez e Alienação Parental

Tomei conhecimento dessa história e fiquei chocada, hoje Elaine Cesar sofre como muitas .
História que me lembra da Inquisição quando matavam mulheres na fogueira alegando bruxaria, os motivos para acusarem uma mulher de bruxaria só aumentavam, dormir com a janela aberta por exemplo, era uma prova irrefutável, pois a mulher certamente ficava de janela aberta para sair voando na madrugada, parece piada mas muitas mulheres morreram de forma cruel por isso.
Repare no trecho deste texto em que Elaine diz que não pode ficar com o filho pois sua profissão não pode educar bem o filho, por estar com câncer, grávida e em um novo relacionamento!
É um acumulo de preconceitos absurdos e se não houver uma reação significativa logo estaremos perdendo nossos filhos por qualquer motivo.
Leiam a história da Elaine contada por ela mesma, visitem seu blog: http://elainecesar.blogspot.com/ e manifestem-se!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Acabamos de chegar do Palácio da Justiça.

Acabo de ter certeza que mais uma etapa foi perdida.

Mais uma acusação foi feita.

Além de ser sustentada todas as outras acusações, foi decidido que a guarda, ainda que provisória, continua permanecendo ao pai.

"A criança esta mais em segurança junto a companhia do pai e da Tia, pois a mãe além de ter uma profissão que não a permite educar uma criança , esta com câncer levando uma gravidez de risco e tem um novo relacionamento."
Hoje já sabíamos que não seria alterada a guarda, mas não sabíamos que seria acrescentada uma nova acusação.

Minha teimosia me levou lá. E vou estar sempre que possível e impossível. Sou vista como criminosa. Um dos julgadores me aconselhou a ficar em casa.
Tenho fé a cada segundo que alguma luz possa iluminar o caminho desses operários da justiça.

Não ilumina.

Devo esperar o tempo linear do processo como um todo. Hoje foi só mais uma batalha, mas não perdi a Guerra.
O que aconteceu hoje nos deixou de boca aberta, pois percebemos que essa briga não tem fim.

A cada momento novas armas. O que foi determinado deveria ser publicado sem segredo de justiça.
O que se diz sobre a minha profissão, essa que me sustenta e que foi responsável por sustentar o pai de meu filho nesses 3 anos de convivência é de um preconceito que deveria ser julgado como crime. Artistas, cineastas, atrizes, filmakers toda uma classe sendo julgada de forma injusta e preconceituosa. Tenho minha própria empresa ha mais de 15 anos. Trabalhei nas maiores produtoras deste país. Na minha carreira são mais de 300 filmes publicitários, uns 30 documentários, sei la quantos institucionais e alguns trabalhos em teatro. É surreal e mentirosa essa afirmação de não poder cuidar de uma criança.
O que se diz sobre a minha doença, principalmente no caso de se manter afastado um filho da mãe por estar doente; beira a ignorância, falta de conhecimento;
O câncer hoje não é uma doença que carrega um atestado de morte.

Minha doença esta sendo tratada de uma forma com absoluto sucesso conforme todos atestados e exames que são anexados mensalmente nos autos.

Dentro os casos de câncer, o linfoma é um dos que se obtém mais sucesso.

Todos acompanharam caso famoso de nossa presidenta que lutou contra um diagnóstico semelhante estando em plena campanha Eleitoral ou da atriz Drica Morais, que venceu uma LEUCEMIA e já retornou ao trabalho.

Se estou no hospital, o ataque vem como uma doença terminal, se pego meu carro pra dirigir ou vou em alguma reunião de trabalho, sou acusada de estar mentindo a doença.

No início foi levantado que estava inventando o tumor, agora fazem dele a razão da impossibilidade de estar com Théo.

E se fosse uma paciente terminal, onde na história da humanidade uma doença impede alguém de ser mãe? E deveria ser um pensamento contrário, nunca tive tanto tempo pra poder estar, cuidar de meu filho. Precisamos desse tempo juntos.

Foi definido que para a criança é melhor ele estar na companhia de uma babá, numa cidade longe passando as tardes vendo televisão (informações dadas por essa mesma babá).
A gravidez corre bem e sem nenhuma indicação de "risco". Não sinto enjoos, não sinto cólicas.

Mas se assim mesmo o tivesse, mães grávidas que necessitam de uma gravidez de repouso devem se afastar de seus filhos nascidos? De onde vem tanta crueldade?
Perdi meu nome já há algum tempo.

Se referem a mim como Ré, Agravada ou A Parte.

Hoje me vesti desses títulos.
Tive a oportunidade, nesse lugar hoje ouvir outros casos.

A forma que são julgados é de embrulhar o estomago.

É um cenário de filme.

Voce não passa de um número. Um número qualquer.
Estou com câncer sim, grávida e num novo relacionamento.

O amor e a família por perto é crucial ao tratamento.

Qualquer ser humano sabe disso.

O relacionamento com os amigos e todos esse apoio também.

Todos os dias, eu e Fred convivemos com pessoas em tratamento no Hospital Paulistano.

Uma nova realidade se constrói, um novo circulo de amizades surge.

E é claro que o atendimento, que as relações pessoais são fundamentais para que o paciente passe por tudo isso sem terror.

É uma experiência transformadora. No próprio hospital existem várias ações que ajudam no tratamento com a quimioterapia terapeuticamente. Semana passada recebemos a visita de um Golden Retriver. Um cachorro dourado lindo, por mais absurdo que pareça trouxe boas risadas a todos. Queria muito que Théo estivesse por lá.

Tem uma senhora, vou chamá-la de Rosa, chega todos os dias com um sorriso e uma garra que ofusca a presença de todos. Me diz sempre que a inspiro com minha força e humor. Hoje ela chegou narrando a importância das plantas e flores no tratamento.

Uma visão humana e tão verdadeira que deveria ser conhecida por todos.
Naquele lugar, tão sério e tão bonito que pudemos ouvir a nossa sentença, não há espaço para plantas e nem flores.

Não há escuta.

Estou arrasada, mas forte como nunca.

O Fórum é o único lugar que fui condenada por estar doente e grávida, graças a Deus que em outros lugares públicos tenho prioridade, prioridade numa fila, prioridade pra sentar, ou mesmo no atendimento. Há um mundo aqui fora. Graças a Deus.

Não vou morrer como é o desejo explícito e dito de alguém que já disse que me amava.

Preciso encontrar mais e mais pessoas que vivem isso como estou vivendo.

Tenho que arregaçar as mangas e lutar contra essa sordidez que estou envolvida.
O que podemos esperar sabendo que dentro do grupo que é responsável pelo nosso futuro, existem cabeças como a do Juiz Edilson Rodriguez que acha a “Lei Maria da Penha "diabólica" por tornar o homem "tolo e mole"

“A lei Maria da Penha é um conjunto de regras diabólicas. Se essa lei vingar, a família estará em perigo. Ora, a desgraça humana começou no Éden: por causa da mulher. As armadilhas dessa lei absurda tornam o homem tolo, mole. O mundo é masculino e assim deve permanecer. No caso de impasse entre um casal, a posição do homem deve prevalecer até decisão da Justiça, já que o inverso não será do agrado da esposa.”
O juiz foi suspenso, mas na ultima terça foi cancelada a punição.

RUTH DE AQUINO Revista Época 667

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Época/1,,EMI214409-15230,00.html
Poderia existir um tribunal maior que julgasse atitudes arbitrárias como esta.

Ou para que julguem com mais atenção com medo de punições.
Hoje no jornal Folha de São Paulo li que STJ acata recurso da família de Sean.

Sean, aquele garoto que foi devolvido ao pai em 2009. "O STJ entendeu que a sentença do Tribunal Regional Federal do Rio que concedeu a guarda a David Goldman, pai do garoto, tem reflexos diretos no desenvolvimento da irmã de Sean -por isso, sua condição tem que ser levada em conta pela Justiça."

Independente de estar certo ou não, essa decisão ocorre mais de um ano depois. Se fosse uma decisão pensando no bem estar das crianças o prejuízo já esta feito. E mais, essa decisão pode não dizer nada no processo. Independente de quem tem a razão o direito de estar com Sean, as medidas deveriam ser tomadas com maior pressa. O garoto esta criando laços na cidade do pai. Por que esses casos não são levados com atenção e urgência?
O blog até agora é o único canal de comunicação que tenho.

Os contatos tem sido incríveis.

Sei que nada, nesse momento mudará o que está sendo definido e que de alguma forma, falar tão abertamente pode estar sendo usado como arma contra mim.

A única arma que tenho ao meu lado hoje para essa guerra é a verdade.

E com ela é que vamos lutar. É nela que acredito.

Fora isso tenho essa garra que sempre fez parte de minha personalidade.

Tenho esse amor gigante.
Cada dia que leio mais sobre Alienação Parental me reconheço nos casos.

No último telefonema, meu filho foi muito agressivo, repetiu várias que não ficaria mais em casa, e que gostava apenas de uma nova tia, amiga do papai que mora em São Paulo.

Disse que essa nova tia era muito mais bonita por que tinha cabelos mais bonitos.

Tudo isso faz parte dessa implantação de uma realidade nova na cabeça de uma criança de 3 anos. Chorei toda a tarde.

Tenho que me apegar na certeza de que quando Théo chega, corre para os meus braços e logo nos conectamos com todo amor que sempre houve nessa vida.
Tenho que aprender a lidar com o tempo.

Por agora, arregaço minhas mangas e não vou me abater e nem me calar.

Não vou mesmo.

E Dona Rosa, obrigada pela orquídea de hoje cedo. Quem me inspira é a senhora.

Seu sorriso segue estampado em minha mente.

E é nele que vou me agarrar.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Para José

José cumpriu sua curta e intensa missão nesta vida e agora habita o reino dos Céus, brilha como estrela.

A ele plenitude, paz e harmonia.

Assim também para sua familia, conforto, amparo.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Vamos ajudar Camila e José?

http://www.sejafortejose.blogspot.com/
Camila é mãe de José, um menininho que está lutando pela vida desde o seu nascimento.
Médicos já tinham anunciado sua morte celebral, em seguida José reage e mostra que ainda está no páreo.

A natureza nos escolheu para gerar a vida, ou seja, somos poderosas mesmo!
Vamos nos unir em pensamento, oração, reza, vibração, emanação para que esta familia fique bem, siga da melhor forma possível os caminhos designados pelo Universo.

Mais sobre a trajetória de José aqui:

 www.sejafortejose.blogspot.com

Estamos juntos!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Pós parto: 42 km

Meu pós parto foi bem dificil, não por nenhuma complicação não.
Fisicamente estava tudo ótimo, difícil foi a adaptação a vida nova, a rotina do cuidar de um bebezinho e tudo que essa vida exige, a dificuldade para meu bebê dormir, toda a mudança, problemas com amamentação, a nova relação com o tempo, a relação com o marido, falta de ajuda, a mudança do corpo e a ausência do eu.
Esperava por me adaptar, esperava que as coisas melhorassem, ou seja, que meu bebê dormisse mais e melhor, que a amamentação desse certo, que eu tivesse algum tempo para comer, tomar banho, usar o banheiro, dormir um pouco mais, descansar pelo dia, ler um pouco, usar a internet, me distrair saindo, passeando, conseguisse cuidar um pouco de mim.
É até engraçado essa lista de coisas que esperava poder fazer, está claro que é um monte de coisas e que de fato não seria possível tanto que não foi mesmo.
A amamentação foi um longo caminho, o sono do bebê maior ainda, a dificuldade era a mesma e até piorou consideravelmente aos 6 meses, tempo pra mim até para as necessidades básicas continuou escasso por meses.
Sofri demais pelo cansaço, a falta de sono e de descanso, foi devastador, era difícil para cuidar do bebê, não tinha memória, era lenta, deixei a comida queimar algumas vezes, perdi panelas, engordei muito pois sem tempo pra fazer comida e poder comer, comia muito pão que é bem prático e doces que dava aquele conforto, era como sair pra balada.
Saia com meu filho pra me distrair e pra ele também.
Mas meu cansaço era tanto que acabava não servindo muito.
Sentia que estava trabalhando 24 horas por dia e estava mesmo, sem noite ou fim de semana pra descansar, nem um pouquinho.
Meu filho exigia que ficássemos andando e balançando ele ou ele chorava, isso era constante, ele não ficava no carrinho, em sua cadeirinha, berço, só no colo.
Dormir só a meia noite, meia hora depois acordava.
Começava o dia às 6h e muitas vezes antes ainda, da meia noite às 6h acordava 6x!
Ele dormia pouco e mal, pelo dia a mesma coisa, ficava agitado, com olheiras e choroso.
Eu completamente exausta o tempo todo.
Cheguei ao meu limite por várias vezes mas por falta de opção total recomeçava.

Quando o Cauê estava com 2 anos e 4 meses, as coisas estavam melhores, dormia mais e melhor, estava mais idenpendente, eu conseguia fazer comida e cuidar da casa, passeava mais, tinha mais tempo para mim, consegui desenvolver alguns trabalhos com blogs e o Tarot.
Ao mesmo tempo estava com a sensação de quando acabava de correr uma maratona e é comum usar esse termo para o cuidado de casa e filho, não é?
Não entendia porque estava com essa sensação de cansada, beeeem cansada, com o corpo dolorido, tentando recuperar o fôlego e ao mesmo tempo extremamente satisfeita e feliz por ter completado os 42 km de corrida.
Numa maratona passamos por vários momentos, a empolgação do inicio, dor no corpo, às vezes a dor é forte, muito cansaço, medo, desanimo, vontade de desistir, depois um grande pique, muita energia, grande força, retomo a velocidade e foco no objetivo de fazer a melhor corrida e chegar bem.
Então cheguei a um pensamento: meu pós parto acabou, aos 42 Km, ou seja, aos 2 anos e 4 meses do Cauê, se inverter a idade dele fica 4 e 2.
Minha sensação era de missão cumprida, a missão do começo, da adaptação, da primeira infância.
Estava cansada mas já me recuperando e apesar das muitas dificuldades feliz e plenamente satisfeita e até pensando na próxima jornada, na próxima corrida, no próximo bebê!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O Parto é seu e de mais ninguém!


Olá queridas
Quero divulgar o blog de Rosana Oshiro: O parto é seu.
Muuuito bacana, fala das questões relativas ao parto, principalmente natural.
Sobre a dor, os medos, a ajuda do marido nesse momento tão importante e sobre empoderamento.
Rosana está rumo ao seu 5º parto, sendo os dois primeiros cesárias, o 3º foi um parto domicialir e o 4º parto domiciliar desassitido, incrível!
Este seu próximo parto Rosana irá transmitir ao vivo via net com a intenção de dismistificar o parto natural e o pós parto imediato.
Conheça e acompanhe essa história maravilhosa.

Colo faz bem

"Não existe nenhuma doença mental causada por um excesso de colo, de carinho, de afagos... Não há ninguém na prisão, ou no hospício, porque recebeu colo demais, ou porque cantaram canções de ninar demais para ele, ou porque os pais deixaram que dormisse com eles. Por outro lado, há, sim, pessoas na prisão ou no hospício porque não tiveram pais, ou porque foram maltratados, abandonados ou desprezados pelos pais. E, contudo, a prevenção dessa doença mental imaginária, o estrago infantil crônico , parece ser a maior preocupação de nossa sociedade."

Do livro 'Un regalo para toda la vida - Guía de la lactancia materna', Carlos González

(Por Patricia Arouca via Facebook)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Vaidade e maternidade

Com a maternidade acabou o tempo para mim, tornei-me mãe e deixei de ser mulher, a Déborah.
O pós parto é uma barra, a recuperação do parto, mesmo que rápida, a amamentação, que é tão intenso e exige muito dedicação, o corpo deformado, concordo que é uma palavra forte e até difícil mas a verdade é essa, eu demorei pra entender o que tinha acontecido com meu corpo.
Cabelo sempre preso, quase sempre sujo e com a tintura atrasadíssima.
Pele ressecada.
Olheiras profuuuuuundas.
Meio sem cor, pálida.
Sombrancelha por fazer.
Unhas curtas e sem cor, cutículas avaçando.
Roupas virou uma dificuldade, as que eram grandes ainda não servem, no começo continuei usando as roupas de grávida, depois precisei comprar novas, precisei de um guarda roupa novo, mas sem condições de sair para comprar e dinheiro para tanto fui me virando com o pouco que comprava e comprar também não foi simples, tinha que achar o que servia e ficasse razoável porque bom mesmo nada.
Nessa altura estilo fica por último só pra colaborar com a montanha russa de hormônios desse período.
Acessórios...ah acessórios, nem pensar, o bebê "não deixa".
Tive que encarar o mundo a seco, foi estranho, senti a diferença do tratamento dos outros comigo pela minha aparencia, achei dificil mas tive que encarar, não tinha opção.
Perdi peso mas não cheguei no que era antes, já consigo comprar mais roupas mas tudo tem que ser tão rápido porque o Cauê não fica quietinho enquanto escolho e experimento,imagina, agora tenho dois homens me esperando fora do provador, que pressão hein!
Preciso entrar em uma loja de departamento e com visão de 360º captar o que me agrada e possívelmente sirva além de ter um precinho camarada.
Experimentar e decidir o que ficar em segundos e sair correndo pois a essa altura o bebê já está enlouquecido, correndo e mexendo em tudo na loja e o papai com a paciência por um fiozinho e ainda tem a fila do caixa!
Meu filho tem 2 anos e 5 meses e ainda não consigo ter um tempinho pra mim, continuo com o cabelo preso todos os dias, com tintura e sombrancelha por fazer, pele seca, etc etc etc
Isso é um desafio pra mim, não me sinto bonita, não me sinto mulher, sinto falta de mim.
Todo meu tempo e energia é dedicado a ser mãe, não sobra muito, o tempinho que sobra é para comer, dormir, tomar banho e trabalhar, esse trabalho é bem paulatino, faço pouquinhas coisas por semana.
Ainda não me acostumei com isso e sofro, é um desafio diário.
Vejo que é algo bem particular, conheço pessoas com 2 filhos, os 2 pequenos e a mãe está sempre linda, cabelo, unhas, pele, roupas, bem disposta.
Vejo outras que continuam se dedicando as suas questões pessoais.
Eu não consigo, simplesmente não dá, não há tempo.
Ai como é difícl pra mim.
A vaidade fica em último plano, no fim da lista e o cançasso sempre a deixa para o dia seguinte e assim estamos agora.
Faço o que dá pra pelo menos me diferenciar do meu irmão...rs...(uma amiga disse isso e sempre uso o exemplo)
Sinto muita falta de dedicar-me a mim, a minha aparência, de me sentir bonita, de usar roupas gostosinhas, bacaninhas, que refletem quem sou eu.
Já consigo usar brincos, às vezes pulseira, colar e maquiagem ainda não, consigo também me dedicar um pouco mais ao cabelo, a raiz não fica tão grande, mas ainda me parece pouco.
As mudanças no meu corpo é outro desafio, além de eu ainda estar acima do meu peso também não me acostumei com as medidas perdidas e as ganhas, preciso me aceitar, conformar com a mudança lenta e aceitar que não será como antes.
Às vezes encaro melhor outras tantas fico desanimada.
Meus amigos me acham cheia de vida, iluminada e eu me sinto acabada, sempre cansada e vou levando como dá.
Meu ar é diferente mesmo pois um filho é algo incrível, só quem tem sabe.
Mais uma que a maternidade me truxe e vamos que vamos na esperança de dias melhores..rs...