domingo, 21 de novembro de 2010

Abaixo assinado contra publicidade infantil - Assine!

MANIFESTO
pelo fim da publicidade e da comunicação mercadológica
dirigida ao público infantil


Em defesa dos diretos da infância, da Justiça e da construção de um futuro mais solidário e sustentável para a sociedade brasileira, pessoas, organizações e entidades abaixo assinadas reafirmam a importância da proteção da criança frente aos apelos mercadológicos e pedem o fim das mensagens publicitárias dirigidas ao público infantil.
 
A criança é hipervulnerável. Ainda está em processo de desenvolvimento bio-físico e psíquico. Por isso, não possui a totalidade das habilidades necessárias para o desempenho de uma adequada interpretação crítica dos inúmeros apelos mercadológicos que lhe são especialmente dirigidos.
 
Consideramos que a publicidade de produtos e serviços dirigidos à criança deveria ser voltada aos seus pais ou responsáveis, estes sim, com condições muito mais favoráveis de análise e discernimento. Acreditamos que a utilização da criança como meio para a venda de qualquer produto ou serviço constitui prática antiética e abusiva, principalmente quando se sabe que 27 milhões de crianças brasileiras vivem em condição de miséria e dificilmente têm atendidos os desejos despertados pelo marketing.
 
A publicidade voltada à criança contribui para a disseminação de valores materialistas e para o aumento de problemas sociais como a obesidade infantil, erotização precoce, estresse familiar, violência pela apropriação indevida de produtos caros e alcoolismo precoce.
 
Acreditamos que o fim da publicidade dirigida ao público infantil será um marco importante na história de um país que quer honrar suas crianças.
 
Por tudo isso, pedimos, respeitosamente, àqueles que representam os Poderes da Nação que se comprometam com a infância brasileira e efetivamente promovam o fim da publicidade e da comunicação mercadológica voltada ao público menor de 12 anos de idade.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Ter filhos deixa mulher mais inteligente, diz estudo

MICHELLE ACHKAR


As mães podem ficar tranquilas quanto aos mitos de que maternidade e inteligência não são compatíveis. Um estudo realizado pela renomada Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e publicado pela American Psychological Association, revela que ser mãe deixa as mulheres mais brilhantes.
A diminuição da memória é o principal motivo das pessoas acreditarem que não há associação entre inteligência e maternidade, mas os pesquisadores dizem que isso pode ser explicado simplesmente pela falta de sono e alteração na rotina de descanso.
Para a realização do estudo, o cérebro de 19 voluntárias que tinham tido bebês há poucas semanas foram escaneados e a revelação foi que o número de células havia aumentado. As mudanças foram observadas principalmente nas regiões associadas à motivação, discernimento, processo das emoções e sentimentos de satisfação, fatores-chave para o novo relacionamento mamãe-bebê.
As alterações estão associadas às mudanças hormonais pelas quais o corpo da mulher passa durante a gravidez, mas os cientistas não conseguiram identificar qual deles seria diretamente responsável pela multiplicação das células.
Especial para Terra

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Déborah Gérbera na Claudia bebê em solução de mãe

"Solução de Déborah. Quando completou 6 meses, Cauê começou a acordar de hora em hora de madrugada e isso se prolongou até ele fazer 1ano. No dia seguinte, nós dois estávamos cansados, mas ele continuava inquieto. foi uma fase difícil, e eu passava as noites em claro, pois Cauê mamava - ainda mama - no peito. A pediatra o examinou, não encontrou nenhum problema e sugeriu que eu fizesse o desmane noturno. Recusei. Considero traumático, mesmo com seu aval de que não seria. Refleti bastante e, de repente, me dei conta do que acontecia. Antes de ser mãe, eu trabalhava como autônoma e não tinha horário para nada. Parei de trabalhar e tratei de conciliar os cuidados com o bebê e com as tarefas domésticas. Mas continuei sem rotina fixa  e isso prejudicou. Foi então que comecei a ler a respeito e fazer com que Cauê seguisse sempre os mesmos horários. Passei a dar banho por volta das 18 horas e, em seguida, fazia massagem com óleo natural de maracujá para que relaxasse. Depois, ele jantava e eu já ia acalmando tudo, abaixando as luzes e desligando todos os sons. De dia, pelo contrário, deixava a casa bem clara, as janelas abertas e saía para passear com ele para que brincasse e gastasse energia. Hoje, adaptado aos novos hábitos, meu filho dorme por 11 horas e acorda apenas uma vez para mamar. Posso dizer que estabelecer uma rotina foi fundamental. Déborah Gérbera, fotógrafa, 35 anos, mãe de Cauê, 2 anos

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Déborah Gérbera no Blog Mamiferas

Confira texto publicado no Blog Mamiferas
foto Déborah Gérbera

Criei para mim a vida que queria. Sem horários, sem rotina, sem chefe; Desenvolvi um trabalho que pudesse fazer em casa, no meu tempo.
Estudava, lia muito, almoçava cada dia em um lugar, sabia de tudo que acontecia na cidade: cultura, política, economia, mundo, “teatro, boate, cinema, qualquer prazer me satisfaz”. Uma fase Iluminista.
Meu foco de vida era ser bem sucedida, principalmente na profissão. E assim foi, estudei na melhor escola, trabalhei nas melhores empresas, salário, realizações, conquistas.
Quis mais, estudei mais, libertei-me mais. Tanto que fui procurar por oráculos para indicar caminhos e ações.
Tarot / Numerologia / Astrologia mostraram: voltar-se para espiritualidade e ter um filho.
Mas não era isso que queria ouvir.
Caboclo / Preto-velho / Baiano, conselhos unânimes: volte-se para espiritualidade e tenha um filho, vai ser bom pra você.
Como assim? Tudo bem, eu quero muito ter um filho, vai ser legal e tudo, mas não agora, e minha profissão? Meu lugar ao sol? Não quero trabalhar depois que ganhar meu filho quero cuidar dele integralmente e voltar a trabalhar quando for possível.
Não me sentia preparada para “esse intervalo”.
Uma vez, um certo Caboclo foi chegando ao assunto com muito tato:
- Filha tem namorado?
- Sou casada, Caboclo.
- Que bom, e vocês não pensam em ter filhos?
- Pensamos sim.
- E suas contas?
- Tudo bem, Caboclo. Inclusive está acabando agora…
- Tem certeza filha, cê num ta grávida não?
- Tenho certeza sim, por que?
- Seu menino está abraçado na sua perna.
Menino? Meu? Aqui? Minha perna?
Foi tão gostosa essa notícia, despertou meu instinto materno, ativou meu desejo de ser mãe.
E pensar em ter um filho é pensar no parto. Acredito no parto como uma grande oportunidade de aprendizado e crescimento, algo tão íntimo e pessoal, é a chegada de um ser no mundo, meu filho, é grandioso demais pra ser desperdiçado com uma cesária desnecessária, por exemplo.
Entendi que o melhor seria um parto com parteira, mas em São Paulo?
Para surpresa de todos encontrei as incríveis Ana Cris, Márcia Koiffman e Priscila Colacioppo. E pela Internet!
Depois de um intenso, dolorido, sofrido e maravilhoso parto domiciliar nasce Cauê, um homenzinho que dominou o centro de todo meu universo, invadiu minha vida e eu nem tomei conhecimento, fez com que eu sentisse a maior alegria e amor do mundo.
Cauê Raoni: homem bondoso que age com inteligência, primeiro filho, chefe guerreiro, ele é assim, manda e eu atendo com o maior prazer! Minha vida é amá-lo sempre e ainda mais, se for possível.
Que dia é hoje? O que o Lula ta fazendo? Mudou o governador? Carnaval já?? Que profissão?
Olha, dá licença viu? Tenho que fazer o almoço, o arroz integral demora mais pra cozinhar e meu filho já está pra acordar. Tenho tanta coisa pra fazer até o horário da janta, banho e soninho do Cauê, preparar um lanchinho, ir ao parquinho. Bate um solzinho gostoso lá depois das 4.
Quem sabe, à noite, depois que ele dormir não consigo abrir o Tarot, estudar um pouquinho…


Déborah Gérbera, 35 anos, fotógrafa, taróloga, mãe do Cauê, prestes a completar 2 anos. Sou uma feliz mãe se deliciando com a maternidade. Uma pessoa inquieta com as coisas do mundo, muito curiosa com muitos interesses, sempre na busca do auto conhecimento e  ativista em quase tudo que faço. 

segunda-feira, 28 de junho de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

Prematuro "mora" na blusa da mãe com programa canguru, que faz 30 anos


MARY PERSIA
Editora de Equilíbrio da Folha Online

A adolescente Thamara Almeida Lira teve uma experiência inusitada dias atrás: precisou explicar à mãe o que o filho recém-nascido fazia dentro de sua blusa.
Kauã nasceu no Hospital Maternidade Interlagos (zona sul de SP) com menos de 2 kg, aos sete meses de gestação. O local, especializado em bebês e grávidas de alto risco, adota o método canguru com recém-nascidos de baixo peso. Lá, as crianças ficam sob as roupas das mães.

ÁUDIO: Hospital santista é pioneiro no Brasil

VÍDEO: Pai-canguru ajuda prematura a viver

ENTREVISTA: Mãe é melhor médica, diz criador
Saiba mais sobre maternidade e infância
"Ele fica apenas com a cabeça de fora, sentindo o meu calor", diz Thamara. "Minha mãe achou bom, pois ele está pegando peso."
A explicação da adolescente de 16 anos à própria mãe não é fato raro. Para muitas avós, a explicação se faz necessária, uma vez que o método é política pública no Brasil há apenas nove anos --as primeiras experiências por aqui remontam a 1991, no Hospital Guilherme Álvaro, em Santos.
O método começou a ser utilizado há 30 anos na Colômbia por uma equipe do Instituto Materno-Infantil de Bogotá, implantado pelo médico Héctor Martínez.
Os motivos do sucesso do método vão além dos aspectos psicológicos. "No colo, a criança fica mais calma, há a troca da flora de bactérias e de anticorpos entre mãe e filho. Melhoram a parte física, o ganho de peso, e o vínculo afetivo", diz Edinéia Vaciloto Lima, neonatologista da maternidade Pro Matre Paulista.
Peso
Se, antes, o bebê de baixo peso ficava na incubadora até atingir 2 kg, hoje ele pode ir para o colo da mãe (ou do pai) a partir de 1,250 kg. Para realizar o canguru, porém, não basta que o bebê tenha determinado peso.

É o caso de Kethelyn Joice, de um mês e meio, que nasceu com 980 g e há 11 dias experimenta o colo da mãe, Alessandra Maurício Pereira, 29. As duas se encontram diariamente no hospital de Interlagos."Sabemos o quanto o método é bom, mas é importante haver estabilidade clínica para evitar riscos", diz Edinéia. Por isso, há prematuros maiores que não podem deixar a incubadora, enquanto outros menores, mesmo com sonda, vão para o colo da mãe.
"Fico com ela o dia inteiro. Chego às 9h30 e só vou embora às 19h", conta a diarista, que apresentou quadro de hipertensão na gravidez levada até o sexto mês. A filha, hoje com 1,6 kg, pôde ser tocada pela mãe desde o primeiro dia de vida, mesmo na incubadora.
Para a alta da criança, a balança igualmente influencia, mas não determina a alta da criança. Para ir para casa, a amamentação faz toda a diferença. "Vimos que, se a mãe 'sente' bem o bebê e faz amamentação exclusiva, o período de internação é abreviado", diz Daniel Caldevilla, diretor de neonatologia do Hospital Maternidade Interlagos.

Mais que visita
As crianças que se alimentam somente de leite materno podem ser liberadas a partir de 1,8 kg, com retornos a cada dois dias.
Com a abordagem humanizada que gradativamente toma conta das UTIs neonatais, as mães se tornaram mais que uma visita. Delas provêm informações que ajudam na avaliação da criança. "O profissional pega o bebê para examinar. Já a mãe vai conhecendo bem o bebê desde que ele nasce", diferencia Caldevilla.
Para favorecer esse relacionamento, as mães são incentivadas a realizar o toque e a alimentação da criança que necessita da incubadora. Procedimentos que Silvana Cândido da Silva, 34, já vinha fazendo com Eduardo, nascido há três semanas com 1,2 kg.
Pegar no colo, porém, ela ainda não podia. Até que, na última quarta-feira, experimentou o canguru pela primeira vez.
"Eu via outras mães fazendo e perguntava quando seria eu", conta Silvana. "Esperei desde a gravidez para pegá-lo no colo." A reportagem, diante da cena, percebe a hora de deixar mãe e filho, enfim, sós.

Mães relatam benefícios do "sling", carregador de pano para bebês


Com 2 anos e 7 meses meu filho dorme numa
 boa no Sling durante as compras
RACHEL BOTELHO
colaboração para a Folha de S.Paulo


Durante os cinco meses em que ficou afastada do trabalho após o nascimento de Pedro, hoje com dois anos e oito meses, e de Luana, oito meses, a estatística Relze Fernandes, 32, carregou os filhos para cima e para baixo. E, segundo diz, não precisou deixar nenhuma atividade de lado por causa disso.

"Colocava o 'sling' de manhã e passava o dia todo com ele. Na única vez em que esqueci, fiquei 'podre' de levar meu filho no colo. Usava tanto que não conseguia tirar nem para lavar", diverte-se.
Assim como as mães-celebridades Julia Roberts e Angelina Jolie, Relze faz parte de um grupo crescente de mulheres (e homens) de grandes centros urbanos que está aderindo a carregadores de tecido para transportar os bebês próximos ao corpo durante passeios e tarefas rotineiras, um hábito arraigado entre povos de regiões da Ásia e da África e que tem adeptos também na Europa e na América do Norte.

"As mães relatam que seus filhos choram menos e se sentem mais seguros, além de sentarem e andarem mais cedo", afirma a pediatra Jucille Meneses, do departamento científico de neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. "Embora não haja embasamento científico para indicar o uso do 'sling', o contato com a mãe é benéfico para o lactente."Além do aspecto prático --liberar mãos e braços do adulto para outras atividades--, os defensores do "sling" atribuem a ele outras vantagens, como o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho e a criação de bebês mais relaxados.
Nos Estados Unidos, o pediatra William Sears, autor de mais de 40 livros, é um dos entusiastas dos carregadores e o responsável por cunhar o termo "babywearing" (algo como "vestir o bebê"). De acordo com ele, os bebês "slingados" choram menos, aprendem mais e são mais espertos.
A modelo Luciane Trapp, 26, que começou a usar o "sling" com Gabriela, 3, e atualmente carrega Bernardo, de dois meses, tem sua própria explicação. "O bebê sai da barriga e é colocado em um berço grande e vazio, o que é muito frio. No 'sling', é como se continuasse no meu corpo", diz. "E, se ele quer mamar, é só arrumar o pano que não dá para ninguém ver. Faço isso até andando."
A pediatra Jucille Meneses cita outras vantagens da rede: mantém as pernas do bebê unidas e não altera o desenvolvimento do quadril, o que pode ocorrer com o uso contínuo da mochila e de modelos tipo cadeirinha. "Algumas pessoas podem se questionar se o carregador aumenta a curvatura da coluna vertebral do bebê, mas isso não ocorre. Ele não leva a vícios de posição", completa.


Cólicas
O "sling" também costuma ser associado à diminuição das cólicas. Relze Fernandes, que passou dez meses "slingando" os filhos, atribui as poucas crises ao fato de eles terem passado muito tempo com as pernas encolhidas na rede. Para a pediatra, a explicação é outra: as dores diminuem graças ao fortalecimento do vínculo entre a mãe e o bebê, "que melhora o ambiente psíquico e, conseqüentemente, as cólicas".
Mas nem todo mundo se sente confortável com o carregador. A psiquiatra Fernanda Moreira, 36, usou com o filho Thiago nos primeiros meses, mas depois notou que ele não queria mais ficar na rede. "Ele não gosta de colo deitado, só em pé, até para dormir. Então, detestou o "sling" logo que passou dos dois meses. Acho que passou a se sentir meio preso", diz.
Em relação ao corpo da mãe, há pelo menos uma ressalva. Para Osmar Avanzi, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e professor da Santa Casa de São Paulo, não é recomendável usar os carregadores durante longos períodos para não sobrecarregar a coluna. "É importante também ter um bom condicionamento físico e fazer alongamento para evitar dores lombares. Sem falar que, quanto maior o peso da criança e do próprio adulto, pior a sobrecarga", explica.
Outro medo recorrente entre os que olham com desconfiança para os carregadores, o de criar crianças extremamente dependentes dos pais, é rechaçado pelas adeptas. "Eu me preocupava muito de voltar a trabalhar e o Pedro não se adaptar, pois só dormia no 'sling', mas depois parecia que ele tinha nascido na escola. Ele é muito independente", afirma Relze Fernandes.
Vale lembrar que os carregadores são seguros, desde que os pais tomem alguns cuidados, como verificar o estado da costura e do tecido, não deixar que o pano cubra o rosto do bebê, não colocar objetos dentro do "sling" e, por fim, usar o bom senso ao transportar a criança, segurando-a ao se inclinar para a frente e evitando manipular bebidas quentes e chegar perto de chamas ou objetos cortantes e pontiagudos. O uso é contra-indicado ao andar de bicicleta ou dentro do carro.