segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Parto em casa é seguro

Texto: Dra. Melania Maria Ramos de Amorim MD, PhD

Guia do bebê

Li com atenção a interessante matéria do Guia do Bebê sobre Parto em Casa. Efetivamente, a recente notícia de que o parto da modelo Gisele Bündchen foi assistido nos Estados Unidos em sua própria residência, dentro da banheira, teve grande repercussão na mídia e despertou grande interesse em diversas mulheres, além de debate por diversas categorias profissionais.

Entretanto, mesmo bem preparada, a matéria peca por apresentar apenas o ponto de vista de uma única obstetra, sem considerar a visão de diversos outros profissionais que podem participar da assistência ao parto e, sobretudo, sem analisar a opinião das mulheres.

Como obstetra, pesquisadora e integrante do Movimento de Humanização do Parto no Brasil, não poderia deixar de contrapor a este ponto de vista, digamos, “oficial”, por refletir a opinião de grande parte dos médicos-obstetras em nosso País, considerações baseadas não em “achismos” ou receios, mas em evidências científicas.

O parto em casa, conquanto seja uma modalidade ainda pouco frequente no Brasil, representa uma realidade dentro do modelo obstétrico de diversos outros países, como a Holanda, onde 40% dos partos são assistidos em domicílio, dentro do Sistema de Saúde. Mas vários outros países europeus e até os EUA contam com estatísticas confiáveis pertinentes aos partos atendidos em casa, e é impossível falar em RISCOS ou SEGURANÇA sem considerar os resultados dos diversos estudos já publicados sobre o tema.

Em 2005, chamou a atenção a publicação de um interessante estudo analisando os desfechos de partos domiciliares assistidos por parteiras na América do Norte: "Out comes off planned home births with certified professional midwives: large prospective study in North America”
http://bmj.bmjjournals.com/cgi/content/full/330/7505/1416?ehom
 O estudo incluiu 5418 mulheres. A taxa de transferência para hospital foi de 12%, com uma taxa de cesariana de 8, 3% em primíparas e 1,6% em multíparas.

A frequência de intervenções foi muito baixa, correspondendo a 4,7% de analgesia peridural, 2,1% de episiotomias, 1% de fórceps, 0,6% de vácuo-extrações e uma taxa global de 3,7% de cesarianas. A taxa de mortalidade perinatal (intraparto e neonatal) foi de 1,7 por 1.000, semelhante à observada em partos de baixo risco atendidos em ambiente hospitalar. Não houve mortes maternas. O grau de satisfação foi elevado (97% das mães avaliadas se declararam muito satisfeitas). A conclusão deste estudo foi que os partos domiciliares assistidos por parteiras têm os mesmos resultados perinatais que os partos hosp. Hospitalares de baixo risco, com uma frequência bem mais baixa de intervenções médicas. Entretanto, alguns críticos comentaram que o número de casos envolvidos seria insuficiente para determinar a segurança do parto domiciliar em termos de mortalidade materna e perinatal.

Seguiram-se vários outros estudos, publicados em diversas regiões do mundo, comparando a morbidade e a mortalidade tanto materna como perinatal entre partos domiciliares e hospitalares. A conclusão geral é que o parto domiciliar NÃO envolve mais riscos para mães e seus bebês, e cursa com vantagens diversas, relacionadas, sobretudo à expressiva redução de intervenções e procedimentos. Partos assistidos em casa têm menor risco de episiotomia, de analgesia de parto, de uso de fórceps ou vácuo-extrator, de indicação de cesárea e a taxa de transferência hospitalar fica em torno de 12%. Destaca-se ainda o conforto e a satisfação das usuárias, que vivenciam uma experiência única e transformadora em seu próprio lar.

O estudo mais recente publicado no British Journal of Obstetrics and Gynecology (2009) analisou a morbimortalidade perinatal em uma impressionante coorte de 529.688 partos domiciliares ou hospitalares planejados em gestantes de baixo-risco: Perinatal mortality and morbidity in a nationwide cohort of 529,688 low-risk planned home and hospital births. http://www3.interscience.wiley.com/journal/122323202/abstract?CRETRY=1&SRETRY=0
 Nesse estudo, mais de 300.000 mulheres planejaram dar à luz em casa enquanto pouco mais de 160.000 tinham a intenção de dar à luz em hospital. Não houve diferenças significativas entre partos domiciliares e hospitalares planejados em relação ao risco de morte intrapa rto (0,69% VS. 1,37%), morte neonatal precoce (0,78% vs. 1,27% e admissão em unidade de cuidados intensivos (0,86% VS. 1,16%). O estudo conclui que um parto domiciliar planejado não aumenta os riscos de mortalidade perinatal e morbidade perinatal grave entre mulheres de baixo-risco, desse que o sistema de saúde facilite esta opção através da disponibilidade de parteiras treinadas e um bom sistema de referência e transporte.

Parteiras treinadas ou midwives, em diversos países, são aquelas profissionais que cursam em nível superior o curso de Obstetrícia e são treinadas para atender partos de baixo-risco e, ao mesmo tempo, desenvolvem habilidades específicas para identificar os casos de alto-risco, providenciar suporte básico de vida em emergências, tratar potenciais complicações e referenciar ao hospital, quando necessário. Essas profissionais, como a que atendeu Gisele Bündchen, estão aptas para prestar o atendimento à mãe durante todo o parto, bem como para assistir o bebê imediatamente após o nascimento e nas primeiras 24 horas de vida. Embora não haja necessidade de equipamentos sofisticados ou de UTI à porta da casa da parturiente, o material básico de reanimação neonatal é providenciado pelas parteiras certificadas. Parteiras também podem atender em hospital, de forma independente ou associadas com médicos.

Uma revisão sistemática recente encontra-se disponível na Biblioteca Cochrane com o título de “Midwife-led versus other models of care for childbearing women”
http://www.cochrane.org/reviews/en/ab004667.html
 Esta revisão demonstra que um modelo de cuidado com parteiras associa-se com vários benefícios para mães e bebês, sem efeitos adversos identificáveis. Os principais benefícios são redução de analgesia de parto, menor número de episiotomias e partos instrumentais, maior chance de a mulher ser atendida durante o parto por uma parteira já conhecida, maior sensação de manter o controle durante o trabalho de parto, maior chance de ter um parto vaginal espontâneo e de iniciar o aleitamento materno. A revisão conclui que se deveria oferecer à maioria das mulheres (gestantes de baixo-risco) a opção de ter gravidez e parto assistidos por parteiras.

Em resumo, as evidências científicas disponíveis corroboram a segurança e os efeitos benéficos do parto domiciliar. Apenas criticar e apontar possíveis complicações, sem comprovar as críticas com evidências bem documentadas, publicadas em revistas de forte impacto, não pode ser mais aceito em um momento da história em que os cuidados de saúde devem se respaldar não apenas na opinião do profissional, mas, ao contrário, devem se embasar em evidências científicas sólidas. Este é o preceito básico do que se convencionou chamar de “Saúde Baseada em Evidências”, correspondendo à integração da experiência clínica individual com as melhores evidências correntemente disponíveis e com as características e expectativas dos pacientes”. Embora iniciado na Medicina (“Medicina Baseada em Evidências”) esse novo paradigma estende-se a todas as áreas e sub-áreas da Saúde.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Sandra de Sá amamentando



Encontrei essa foto da Sandra de Sá amamentando seu filho que hoje está com 27 anos.

Linda demais!!!

Estudo diz que filhos de lésbicas são mais equilibrados

Pesquisa aponta que os filhos de casais lésbicos parecem ser mais
aplicados em níveis acadêmicos e
tendem a ter menos problemas de agressividade ou desrespeito às regras
Um estudo que demorou 25 anos para ser concluído aponta que as crianças que são criadas por lésbicas têm a tendência a serem mais equilibradas e terem menos problemas comportamentais. As informações são da CNN.
O estudo foi publicado no periódico Pediatrics e acompanhou 78 casais lésbicos que criaram bebês graças a doações de esperma. As crianças também passaram por um acompanhamento e responderam uma série de entrevistas e questionários para poderem ser comparados com os dados das crianças filhas de casais heterossexuais.
A controversa pesquisa foi, em grande parte, financiada por várias associações LGBT como a Gill Foundation e a Lesbian Health Fund. Os pesquisadores, no entanto, defendem que nada disso influenciou o resultado da pesquisa: ela aponta que os filhos de casais lésbicos parecem ser mais aplicados em níveis acadêmicos e tendem a ter menos problemas de agressividade ou desrespeito às regras. Segundo os pesquisadores, a possível explicação para isso talvez seja o fato de que as crianças, nesses lares, são muito programadas e aguardadas.
A presidente de um grupo de mulheres que apoiam os valores religiosos, no entanto, saiu em defesa de uma nova pesquisa pois, segundo ela, "temos que suspeitar de qualquer pesquisa que afirme que crianças criadas por casais homossexuais têm melhores resultados do que as crianças criadas por um pai e uma mãe".

Via Vírgula UOL

terça-feira, 26 de julho de 2011

Tempo junto ao filho, quanto?

Esses dias mesmos andava pensando em o qunto é bom ou necessário estar perto, junto com o filho.
Estava questionando a minha crença sobre este assunto, pois pra mim os pais devem estar junto do filho o tmepo todo.
Hoje isso é bem dificil pra maioria, mas pra mim não.
Optei em estar em casa com o meu filho e felizmente tive essa chance.
Não aconteceu simplesmente de eu parar de trabalhar, foi tudo planejado e desenvolvido alguns anos antes mesmo de engravidar.
Enfim...
Acredito ser fundamental a criança ter os pais junto, cuidando, educando, quanto mais nova maior a necessidade, assim ela terá a segurança, independencia e educação pra seguir a vida.
Mas todo mundo fala tanto, mas tanto que é preciso soltar a criança, deixá-la com outras pessoas, "desgrudar", pois a criança precisa ter independencia dos pais, precisa se acostumar a estar separado dos pais, que comecei a me questionar, mesmo que no meu íntimo não acredite ser necessário essa separação.
Claro que tudo tema sua hora mas acredito que isso ocorrerá naturalmente.
Com o colo necessário hoje garantirá a independencia com segurança de amanhã.
Até que me deparei com este texto de José Martins Filho, médico pediatra, autor e pesquisador.
Pronto! Deixei pra traz a opinião dos outros e me tranquilizei novamente com que o meu coração diz pra mim em relação ao meu filho.
Confira, é muito bom:

Ter filho não é pra todo mundo

Vamos ser francos: quem realmente tem capacidade para se dedicar a uma criança como deveria. Faça a análise antes de ter uma


Será que todos os seres humanos precisam ser pais? Não sei. Cuidar bem de uma criança, além de ser de sumária importância, dá um trabalho danado. Crianças choram à noite, nem sempre dormem bem, precisam de cuidados especiais, de limpeza, de banho, alimentação, ser educadas e acompanhadas até a idade adulta. E, principalmente: crianças precisam da presença dos pais, sobretudo as menores, que requerem a mãe na maior parte de seu tempo. Não é dando dois beijinhos pela manhã antes de ir para a creche, ou colocando a criança para dormir à noite, que será possível transmitir segurança, afeto e tranquilidade. Escuto muito a seguinte frase: “Doutor, o que interessa é a qualidade do tempo junto e não a quantidade”. Duvido. Diga ao seu chefe que você vai trabalhar apenas meia hora por dia, mas com muita qualidade. Certamente ele não vai gostar. Seu filho também não.
Sejamos sinceros, nem todo mundo está disposto a arcar com esse ônus. Talvez seja melhor adiar um projeto de maternidade, e mesmo abrir mão dessa possibilidade, do que ter um filho ao qual não se pode dar atenção, carinho e presença constante. Lembre-se que é preciso dedicar um tempo razoável: brincar junto, fazer os deveres de casa, educar, colocar limites.
Como fazer tudo isso e ainda continuar no mercado de trabalho? Usando seu horário de almoço para comer junto com seu filho. Fazendo visitas na creche durante o dia. Passeando no final de semana, em atividades em que a criança seja prioridade, como praia, parques, jogos em conjunto. Por favor, isso não inclui shopping center.
Sou obrigado a fazer todas essas coisas? Claro que não. Mas ser pai e ser mãe também não é uma obrigação, sobretudo nos dias de hoje em que a vida oferece infinitas possibilidades. Trata-se de uma escolha. E, como toda escolha, pressupõe que você abra mão de outras tantas. O que se propõe? A volta da mulher à condição de dona de casa? Também não. O que se propõe é a conscientização da paternidade e maternidade. A infância determina a vida de todos nós. Ela é fundamental para a existência humana. Na esfera psíquica, os primeiros dois anos significam a base da construção de uma personalidade saudável. A violência, a agressividade, a falta de ética, a amoralidade dos tempos modernos não são apenas fruto de dificuldades econômicas e sociais, mas da falta de amor, educação, limites.
Com a vida moderna, as crianças passaram a ocupar um papel secundário ou terciário na vida familiar. Lembre-se de que o futuro da humanidade vai depender dessas crianças que, provavelmente, chegarão aos 100 anos de idade. Fico triste quando, no consultório, a mãe não pode estar presente, ou o pai. E nem mesmo a avó: apenas a babá.
Deveríamos fazer uma análise tranquila antes da maternidade ou da paternidade. Queremos mesmo mudar nossa vida? Vamos ter condições de participar intensamente da vida desse novo ser? Se lograrmos essa consciência, tenho certeza de que o mundo irá melhorar.

Publicado na Revista Galileu - Globo

terça-feira, 19 de julho de 2011

Bebê/Criança tem personalidade, preferências e individualidade

Os pais logo percebem em seus pequenos bebês suas personalidades, seus gostos, seu jeitinho pessoal.
A medida que esse bebezinho vai crescendo vai ficando mais claro sua individualidade.
Mas o que vejo, normalmente, é uma tentativa dos adultos enquadrarem os bebês e crianças em um padrão de comportamento.
Cobrar e exigir da criança ações que os pais acreditam ser certas e importantes sem considerar o jeito de ser do pequeno.
Por exemplo, pais mais competitivos exigem de seus filhos liderança, destaque.
Pais mais caseiros querem que seus filhos também o sejam e criticam caso sejam soltos e sociáveis.
Pais super comunicativos se incomodam com seus filhos que por ventura sejam mais tímidos.
Acredito que o grande aprendizado de ser pais é perceber as necessidades dos filhos e respeitá-las além de aprender com elas.
Dar o colo necessário aos bebês mais apegados.
Dar liberdade aos exploradores, aventureiros.
Respeitar os mais quietinhos.
Nossa ação como pais entra em garantir a segurança deles, em procurar medir se a quietude é sinal de algum problema, se está demais, mas sem forçar, educar no dia a dia para as mudanças que acreditamos ser necessárias, sem querer mudar o jeitinho de ser de nossos filhos.
Acredito que se respeitarmos as necessidades e o tempo de nossos filhos e nos preocuparmos em orientá-los sem pressa, eles se desenvolvem muito bem e com segurança, confiantes.
Nossos filhos terão muitas coisas de nós, claro, somos espelhos para eles, mas mesmo assim terão principlamente sua individualidade.
Não force seu filho a beijar e abraçar quem ele não quer, nem a sentar no colo ou falar com as pessoasa que ele não quer, no momento que ele não quer.
Com meu filho é comum ele não querer cumprimentar as pessoas no momento em que queremos, depois ele fica mais a vontade e se envolve com todos e fala sem parar, vejo isso com muitas outras crianças também.
Às vezes ele responde gritando, dá as costas, até tenta bater na pessoa que quer falar com ele, aí entra a ação de pais educadores, falo com ele com calma e explico que dessa forma não é legal, não é educado, se ele não quer conversar tudo bem, pra ele dizer com calma que não quer falar e pronto.
Aos poucos ele muda o comportamento, não o forço a falar quando não quer mas procuro educá-lo a dizer com jeito o que sente e quer.
Nós como pais temos que ser bem flexiveis e atentos as necessidades de nossos filhos, aceitar e aprender com as diferenças, só temos a crescer com isso.
Sabemos que isso, muitas vezes, não é fácil, e esse é nosso aprendizado e desafio.
Respeite a individualidade de seu filho, não queria colocá-lo em um padrão de comportamento, não iguale ou compare aos outros, não há personalidade melhor, certa ou pior e errada.
Eduque dentro das necessiadades pessoais dele e não perca a oportunidade de aprender com as diferenças.
Nisso que acredito e divido com vocês.

Existem muitas meios para ajudar a conhecer mais e melhor nossos filhos, veja esses textos que escrevi sobre Astrologia Infantil em meu blog Yamapô Magia, é um caminho elucidador.

sábado, 2 de julho de 2011

Paris ganha café próprio para mulheres com filhos pequenos

Que bacana hein!
Eu já queria comentar que São Paulo não gosta de criança e essa é uma boa oportunidade.
Aqui em São Paulo quase todo mundo torce o nariz pra criança, as pessoas se irritam somente com a presença, passo por isso muitas vezes, a criança nem precisa fazer barulho, ser birrenta ou arteira, ser simplesmente criança irrita.
Isso inclui locais públicos, ou seja, aberto a todos, lojas de roupas infantis, de brinquedos, instituições que oferecem teatro infantil, pode?
Há quem se manifeste, olha feio para nós pais como quem diz: segura essa criança, que barulho e coisas desse tipo, ou ainda diz algo como: essa criança fala muito não?!
Uma cidade seca inundada de pessoas infelizes é o que eu penso e que "justifique" esse comportamento.
Uma pena não é?
Mas este Café em Paris arrasou, espero ter oportunidade de conhecer!
Bjs


Espaço é decorado com brinquedos, trocador, microondas e berços


Mulheres com filhos pequenos já podem marcar um happy hour com as amigas. Em Paris, na França, foi inaugurado o La Poussette Café, um espaço que garante conforto para mães e crianças.
Decorado com brinquedos, pelúcias e mesinhas para colorir, o objetivo é manter os pequenos entretidos enquanto suas mamães comem e se divertem. Trocador, microondas para esquentar papinhas e mamadeiras e berços estão à disposição das clientes, além de quarto especial para os pequenos tirarem uma soneca.
As mesas e cadeiras do ambiente foram dispostas de modo que carrinhos de bebês não atrapalhem a circulação de garçons e clientes. O espaço conta ainda com loja de roupas e acessórios infantis e pode ser alugado para aniversários e chás de bebê.
Uma agenda de cursos para gestantes e mães de “primeira viagem” é promovida todos os meses por especialistas e profissionais da área da saúde.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Amamentação: segurança e medo

Acabei de ver um documentário sobre porcos.
Mostra como os suínos e seres humanos são semelhantes: a pele, órgãos, metabolismo e até a inteligência, muito bacana.
Mas o mais bacana são as informações sobre a amamentação.
Porquinhos que são desmamados prematuramente tornam-se muito medrosos, inseguros, não se arriscam em nada, apresentam dificuldades com aprendizagem (compreender uma situação e lidar com ela), são naturalmente estressados.
Já os que mamaram no seu tempo são exatamente ao contrário, seguros, tranquilos, lidam bem com uma situação nova, arriscam-se com segurança.
A pesquisas e seus resultados são mostrados como algo legal, interessante, uma prova cîentifica de que deve se respeitar o tempo dos porquinhos para mamar.
Certamente com os seres humanos é igual.
Mas a questão da amamentação dos humanos eu vi no programa Tabu na NatGeo.
Sim, a amamentação colocada como tabu, uma ação de alguns, melhor, de algumas, principalmente a amamentação prolongada.
As mulheres que amamentaram por mais de 2 anos eram vistas como como pessoas que mimam seus filhos, impedem seu crescimento, seu amadurecimento e sua independencia.
A mães defendem sua atitude dizendo que na verdade não é isso que acontece, que seus filhos são independentes, seguros, comunicativos, inteligentes e que acreditam no desmame natural, deixam para seus fihos decidirem a hora de acabar com a primeira infância.
O destaque foi uma mãe que amamentava seu filho de 5 anos e uma mãe de gêmeos de 3 anos.
Uma informação muito bacana desse documentário é que a média de amamentação no mundo é de 7 anos!
Interessante né?
Bjs