Ai ai que dúvida cruel...
O que sei é que quero mais um filho, mais um menino será delicioso, dois molequinhos!
E se for menina então, outro universo, praticamente uma brincadeira.
Mas quando?????
Vontade eu tenho agora mas sinceramente acho quase impossível cuidar de duas crianças, principalmente o começo, um recém nascido e um maiorzinho.
Meu filho tomou muito tempo do dia de 24 horas, ficava horas no peito, dormia pouco e chorava muito, ficava melhor no colo, onde passou toda sua fase de bebezinho.
Se o segundo for do mesmo comportamento...sei lá...impossível.
Impossível mesmo não porque a gente tem que dar conta né? Mas parece loucura.
Fico aflita com isso, já falei com várias pessoas que tiveram seus segundinhos tentando achar o que é melhor.
Pessoas que tiveram num intevalo maior de 4 anos são unânimes, é ruim, o maior fica com muito ciúme, briga com o menor e briga muito.
Quem teve com uma pequena diferença fala das dificuldades com os cuidados com dois bebês ao mesmo tempo.
Uma amiga logo disse: depende do que você quer!
Foi ótimo!
Por exemplo, meu filho ainda mama no peito e não quero desmamá-lo, como seria com um bebezinho totalmente dependente do peito?
Outra falou, depende da personalidade da criança, meu primeiro filho é bem idependente, o peito é só pra mamar, sem apego, já a segunda é super dependente do peito, não terei outro enquanto isso não melhorar.
Hum...
Já me deu uma luz.
Então tranquilizei, refleti sobre o quê e como quero.
Quero que meu filho esteja mais independente, que já compreenda mais as coisas pra entender a chegada de mais um bebê, que não dependa tanto de peito nem de colo, quero que o parto seja domiciliar novamente e que ele participe, dessa forma acredito que seja "mais fácil" cuidar do pequenininho que chegará e ainda dar atenção para o primeiro.
Enfim, como será só quando acontecer é que saberei, mas acredito que cheguei em uma boa resolução pra mim, perdi o medo de meu primeiro filho ser bem mais velho, como 4 ou 5 anos por exemplo.
Mas assim como no primeiro a sensação de despreparo é a mesma.
Será que vou dar conta?
Serei uma boa mãe de dois?
Um dia desses uma amiga falou a mesma coisa em relação a sua terceira gravidez, será que serei uma boa mãe de três?
De qualquer forma a mãe natureza já me convocou para a segunda gestação, basta eu dar o estarte.
Ui!
Vontade, alegria e um medinho ao mesmo tempo é o que sinto.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Segundo filho, quando?
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sexta-feira, 27 de maio de 2011
10 dicas para organizar uma festa junina educativa
É possível fazer uma festa junina legal e ainda comprometida com a aprendizagem das crianças e dos adolescentes
Pé de moleque, canjica, curau, pamonha, bolo de milho, quentão, bandeirinhas, fogueira, chapéu de palha, sanfona e arraiá. Sim, estamos falando de festa junina. Todo mês de junho é assim: tiramos do armário as camisas xadrez e os vestidos de chita, pintamos sardinhas nas meninas e bigodinhos nos meninos e vamos satisfeitos para a festa na escola, pensando em todos os quitutes deliciosos que nos aguardam.
Esquecemos o principal: o significado da festa. Você conhece as origens das festas juninas? Sabe por que comemos tantas iguarias de milho e de onde vêm as danças? E o colégio do seu filho, aproveita as festas juninas para preencher buracos na grade horária e engordar o caixa ou utiliza os festejos para ensinar alguma coisa para as crianças?
Embora seja uma tradição consagrada e rica da cultura popular, muitas escolas organizam festas de São João, Santo Antonio e São Pedro que pouco, ou nada, contribuem para a aprendizagem dos alunos. O Educar Para Crescer consultou alguns pedagogos e um antropólogo e elencou algumas dicas para garantir que a sua festa junina seja uma verdadeira aula.
1 - Procurar o sentido original da festa
Qual a origem da festa junina? Descobrir isso pode ser o primeiro passo para a contextualização da festa. E é importante motivar os alunos a buscarem esta resposta. Saber que a tradição vem dos festejos de agradecimento aos santos pela colheita do meio do ano e que, por isso, a maioria dos quitutes é feita de milho, por exemplo, pode despertar neles o interesse pela história. "É necessário recuperar o porquê da tradição da quadrilha, das comidas, da fogueira, para que a festa junina não vire uma mera caricatura do mundo da roça", diz o antropólogo Jadir de Morais Pessoa, professor titular da Universidade Federal de Goiás, especialista em folclore.
2 - Descaricaturizar o homem do campo
Homem do campo não é Jeca Tatu. É importante apresentar o campo de uma nova maneira. Tirar o olhar de deboche sobre o caipira, manifesto muitas vezes pelas roupas exageradas ou por posturas imbecilizadas. "Trazer uma pessoa da roça para contar dos saberes, descaricaturizar o homem rural. Festejá-lo como sujeito portador de saberes", indica o antropólogo Jadir de Moraes.
3 - Resgatar as manifestações culturais
Um dos elementos mais importantes das festas juninas são as danças e as músicas populares. Muitas escolas contratam profissionais especializados em cultura popular para valorizar e aprofundar esse universo e desenvolver com os alunos as danças e as canções típicas. Elas não se limitam a contratar sanfoneiros e conjuntos para meras apresentações, fazem mais: colocam os alunos para dançar e até para criar as músicas. "No colégio Vera Cruz, trabalhamos há 10 anos danças típicas de todo o Brasil. As crianças de 5 anos apresentam a "Congada", dança de Minas Gerais; as de 6 anos dançam o "Bumba meu Boi", do Maranhão; e as de 7 anos fazem a tradicional quadrilha", conta Elizabeth Menezes, professora de educação corporal do colégio Vera Cruz.
A festa junina pode ser ótima oportunidade também para apresentar novos instrumentos musicais para as crianças.
No Vera Cruz, a professora traz instrumentos folclóricos como a caixa do Divino Espírito Santo, a matraca, os gungas e os chocalhos. "O mais lindo é ver o quanto as crianças aprendem. Esse ano um aluno criou uma música que nós vamos utilizar na dança: "Um triângulo, dois quadrados, céu e terra, sol e chuva formam o planeta terra de todo mundo", emociona-se a professora, cantando a canção do aluno Theo Vendramini Sampaio, de 5 anos.
4 - Envolver os estudantes no assunto
Como motivar os estudantes e trazê-los para o projeto? A escola Viva, de São Paulo, utilizou, neste ano, um recurso muito simples: fixou painéis por toda a escola. Os cartazes, confeccionados pelos próprios alunos, traziam curiosidades e atraiam a atenção para o evento. "Foi uma maneira de despertar a atenção nos mais novos. Os painéis traziam informações do tipo: você sabe por que tem fogueira na festa junina? Além disso, traziam fotos dos professores em festas juninas, quando crianças. A brincadeira era adivinhar quem era o professor", disse Marta Campos, coordenadora geral do Ensino Fundamental I da Escola Viva.
5 - trazer os alunos para a preparação da festa
As festas juninas escolares devem ser feitas por e para os alunos. O objetivo é estimular o senso de autonomia e de cooperação, reforçando a importância do trabalho comunitário na escola. Para isso, é importante envolver os estudantes em todo o processo, desde a confecção dos estandartes e bandeirinhas à organização das brincadeiras. "Todos os alunos estão envolvidos na organização da festa. Mas alguns têm responsabilidades maiores. Eles coordenam os preparativos, fazem reuniões com a diretoria, apresentam relatórios e tem autonomia para decidir", afirma Wanilda Tieppo, assistente de direção da escola da Vila.
6 - Associar o conteúdo escolar à festa junina
A preparação da festa pode e deve estar atrelada ao conteúdo aplicado em sala de aula. Na escola Oswald de Andrade, por exemplo, cada classe é responsável por uma barraca e cada barraca apresenta transversalmente o projeto trabalhado em classe. "A turma que está estudando os alimentos, por exemplo, preparou uma barraca relacionada ao assunto", destaca Roberta Ferrari Rodovalho, coordenadora assistente do Colégio Oswald de Andrade, de São Paulo.
7 - Valorizar o brincar
Uma das tradições da festa junina são as brincadeiras: pescaria, boca do palhaço, jogo da argola, corrida de sacos, pau de sebo, entre outros. Os jogos juninos são a grande diversão da garotada e podem ser uma boa maneira de transmitir valores de cidadania para os alunos. Dois bons exemplos de valorização do lúdico acontecem nas escolas Vera Cruz e Oswald. Na primeira, as próprias crianças são responsáveis pela confecção das prendas. "Elas fazem colares, cadernos, trabalhos em argila e todo tipo de brinquedos. Vale tudo, o importante é a participação", diz Elizabeth Menezes. Já no Oswald, não há brindes para os vencedores. "O objetivo é estimular a brincadeira pela brincadeira", conta Roberta Ferrari Rodovalho, coordenadora assistente do colégio Oswald de Andrade, de São Paulo.
8 - Estimular a participação da familia
A participação dos pais e familiares é importante para as festas juninas em vários aspectos. Para começar, quando comparecem os pais estimulam a criança e reforçam a auto-estima. Mas eles também podem contribuir na organização. No Colégio Oswald de Andrade, por exemplo, os pais conjuntamente com os filhos são convidados a preparar e a trazer os comes e bebes. "A participação dos pais é muito importante para nós. Cabe a eles trazer as comidas, que ficam todas dispostas em uma mesa. O lanche é comunitário, não tem custo, é só chegar e pegar", diz Roberta Ferrari Rodovalho, assistente de direção do Colégio Oswald.
9 - Não fazer a festa no horário das aulas
É muito importante não atrapalhar a rotina e a programação escolar por causa da festa. A começar pela escolha da hora e da data do evento. Não pode ser no horário letivo. O melhor é fazer aos sábados, domingos ou depois das aulas. "Nunca fazemos nossas festas em período letivo, temos um programa a seguir e não descumprimos. As festas juninas acontecem sexta-feira à tarde, único dia da semana que não funcionamos em período integral", explica José Carlos Alves, diretor do Colégio de Aplicação do Pernambuco, escola pública com a segunda melhor média no Enem e 14ª colocada no ranking nacional.
10 - Não usar a festa para arrecadar dinheiro
A festa junina não pode ser apenas um pretexto para se arrecadar dinheiro para melhorias na escola. Precisa se auto-sustentar, é claro, mas não precisa gerar lucro. Algumas escolas, como a escola da Vila, em São Paulo, preferem utilizar a festança para juntar recursos para instituições de caridade. "Não cobramos entrada. Pedimos para que as pessoas tragam doações, que repassamos à ONGs que ajudam pessoas carentes. Em 2008 e em 2009, estamos arrecadando utensílios de higiene e roupas para uma instituição que auxilia moradores de rua", disse Wanilda Tieppo, assistente de direção da escola da Vila
06/05/2011 17:39
Texto Camilo Gomide
Pé de moleque, canjica, curau, pamonha, bolo de milho, quentão, bandeirinhas, fogueira, chapéu de palha, sanfona e arraiá. Sim, estamos falando de festa junina. Todo mês de junho é assim: tiramos do armário as camisas xadrez e os vestidos de chita, pintamos sardinhas nas meninas e bigodinhos nos meninos e vamos satisfeitos para a festa na escola, pensando em todos os quitutes deliciosos que nos aguardam.
Esquecemos o principal: o significado da festa. Você conhece as origens das festas juninas? Sabe por que comemos tantas iguarias de milho e de onde vêm as danças? E o colégio do seu filho, aproveita as festas juninas para preencher buracos na grade horária e engordar o caixa ou utiliza os festejos para ensinar alguma coisa para as crianças?
Embora seja uma tradição consagrada e rica da cultura popular, muitas escolas organizam festas de São João, Santo Antonio e São Pedro que pouco, ou nada, contribuem para a aprendizagem dos alunos. O Educar Para Crescer consultou alguns pedagogos e um antropólogo e elencou algumas dicas para garantir que a sua festa junina seja uma verdadeira aula.
1 - Procurar o sentido original da festa
Qual a origem da festa junina? Descobrir isso pode ser o primeiro passo para a contextualização da festa. E é importante motivar os alunos a buscarem esta resposta. Saber que a tradição vem dos festejos de agradecimento aos santos pela colheita do meio do ano e que, por isso, a maioria dos quitutes é feita de milho, por exemplo, pode despertar neles o interesse pela história. "É necessário recuperar o porquê da tradição da quadrilha, das comidas, da fogueira, para que a festa junina não vire uma mera caricatura do mundo da roça", diz o antropólogo Jadir de Morais Pessoa, professor titular da Universidade Federal de Goiás, especialista em folclore.
2 - Descaricaturizar o homem do campo
Homem do campo não é Jeca Tatu. É importante apresentar o campo de uma nova maneira. Tirar o olhar de deboche sobre o caipira, manifesto muitas vezes pelas roupas exageradas ou por posturas imbecilizadas. "Trazer uma pessoa da roça para contar dos saberes, descaricaturizar o homem rural. Festejá-lo como sujeito portador de saberes", indica o antropólogo Jadir de Moraes.
3 - Resgatar as manifestações culturais
Um dos elementos mais importantes das festas juninas são as danças e as músicas populares. Muitas escolas contratam profissionais especializados em cultura popular para valorizar e aprofundar esse universo e desenvolver com os alunos as danças e as canções típicas. Elas não se limitam a contratar sanfoneiros e conjuntos para meras apresentações, fazem mais: colocam os alunos para dançar e até para criar as músicas. "No colégio Vera Cruz, trabalhamos há 10 anos danças típicas de todo o Brasil. As crianças de 5 anos apresentam a "Congada", dança de Minas Gerais; as de 6 anos dançam o "Bumba meu Boi", do Maranhão; e as de 7 anos fazem a tradicional quadrilha", conta Elizabeth Menezes, professora de educação corporal do colégio Vera Cruz.
A festa junina pode ser ótima oportunidade também para apresentar novos instrumentos musicais para as crianças.
No Vera Cruz, a professora traz instrumentos folclóricos como a caixa do Divino Espírito Santo, a matraca, os gungas e os chocalhos. "O mais lindo é ver o quanto as crianças aprendem. Esse ano um aluno criou uma música que nós vamos utilizar na dança: "Um triângulo, dois quadrados, céu e terra, sol e chuva formam o planeta terra de todo mundo", emociona-se a professora, cantando a canção do aluno Theo Vendramini Sampaio, de 5 anos.
4 - Envolver os estudantes no assunto
Como motivar os estudantes e trazê-los para o projeto? A escola Viva, de São Paulo, utilizou, neste ano, um recurso muito simples: fixou painéis por toda a escola. Os cartazes, confeccionados pelos próprios alunos, traziam curiosidades e atraiam a atenção para o evento. "Foi uma maneira de despertar a atenção nos mais novos. Os painéis traziam informações do tipo: você sabe por que tem fogueira na festa junina? Além disso, traziam fotos dos professores em festas juninas, quando crianças. A brincadeira era adivinhar quem era o professor", disse Marta Campos, coordenadora geral do Ensino Fundamental I da Escola Viva.
5 - trazer os alunos para a preparação da festa
As festas juninas escolares devem ser feitas por e para os alunos. O objetivo é estimular o senso de autonomia e de cooperação, reforçando a importância do trabalho comunitário na escola. Para isso, é importante envolver os estudantes em todo o processo, desde a confecção dos estandartes e bandeirinhas à organização das brincadeiras. "Todos os alunos estão envolvidos na organização da festa. Mas alguns têm responsabilidades maiores. Eles coordenam os preparativos, fazem reuniões com a diretoria, apresentam relatórios e tem autonomia para decidir", afirma Wanilda Tieppo, assistente de direção da escola da Vila.
6 - Associar o conteúdo escolar à festa junina
A preparação da festa pode e deve estar atrelada ao conteúdo aplicado em sala de aula. Na escola Oswald de Andrade, por exemplo, cada classe é responsável por uma barraca e cada barraca apresenta transversalmente o projeto trabalhado em classe. "A turma que está estudando os alimentos, por exemplo, preparou uma barraca relacionada ao assunto", destaca Roberta Ferrari Rodovalho, coordenadora assistente do Colégio Oswald de Andrade, de São Paulo.
7 - Valorizar o brincar
Uma das tradições da festa junina são as brincadeiras: pescaria, boca do palhaço, jogo da argola, corrida de sacos, pau de sebo, entre outros. Os jogos juninos são a grande diversão da garotada e podem ser uma boa maneira de transmitir valores de cidadania para os alunos. Dois bons exemplos de valorização do lúdico acontecem nas escolas Vera Cruz e Oswald. Na primeira, as próprias crianças são responsáveis pela confecção das prendas. "Elas fazem colares, cadernos, trabalhos em argila e todo tipo de brinquedos. Vale tudo, o importante é a participação", diz Elizabeth Menezes. Já no Oswald, não há brindes para os vencedores. "O objetivo é estimular a brincadeira pela brincadeira", conta Roberta Ferrari Rodovalho, coordenadora assistente do colégio Oswald de Andrade, de São Paulo.
8 - Estimular a participação da familia
A participação dos pais e familiares é importante para as festas juninas em vários aspectos. Para começar, quando comparecem os pais estimulam a criança e reforçam a auto-estima. Mas eles também podem contribuir na organização. No Colégio Oswald de Andrade, por exemplo, os pais conjuntamente com os filhos são convidados a preparar e a trazer os comes e bebes. "A participação dos pais é muito importante para nós. Cabe a eles trazer as comidas, que ficam todas dispostas em uma mesa. O lanche é comunitário, não tem custo, é só chegar e pegar", diz Roberta Ferrari Rodovalho, assistente de direção do Colégio Oswald.
9 - Não fazer a festa no horário das aulas
É muito importante não atrapalhar a rotina e a programação escolar por causa da festa. A começar pela escolha da hora e da data do evento. Não pode ser no horário letivo. O melhor é fazer aos sábados, domingos ou depois das aulas. "Nunca fazemos nossas festas em período letivo, temos um programa a seguir e não descumprimos. As festas juninas acontecem sexta-feira à tarde, único dia da semana que não funcionamos em período integral", explica José Carlos Alves, diretor do Colégio de Aplicação do Pernambuco, escola pública com a segunda melhor média no Enem e 14ª colocada no ranking nacional.
10 - Não usar a festa para arrecadar dinheiro
A festa junina não pode ser apenas um pretexto para se arrecadar dinheiro para melhorias na escola. Precisa se auto-sustentar, é claro, mas não precisa gerar lucro. Algumas escolas, como a escola da Vila, em São Paulo, preferem utilizar a festança para juntar recursos para instituições de caridade. "Não cobramos entrada. Pedimos para que as pessoas tragam doações, que repassamos à ONGs que ajudam pessoas carentes. Em 2008 e em 2009, estamos arrecadando utensílios de higiene e roupas para uma instituição que auxilia moradores de rua", disse Wanilda Tieppo, assistente de direção da escola da Vila
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Afeto previne obesidade infantil
Estudo norte-americano revela que crianças com uma relação segura com os pais têm menos risco de serem obesas
Sabe aquele colo que você dá ao seu filho quando ele chora sentido porque ficou com medo de alguma coisa? Você pode nem imaginar o bem que está fazendo não só para o emocional dele, como também para a saúde física. Um estudo, publicado no Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, sugere que crianças que não têm um relacionamento seguro com seus pais – em especial com as mães, têm mais risco de se tornarem obesas.
Os pesquisadores das Universidades de Ohio e Temple, dos Estados Unidos, avaliaram a interação de mais de 6 mil crianças, aos 2 anos e 4 anos e meio, com seus pais e concluíram que aquelas que interagiam mais com eles (como procurar por um abraço) e eram confortadas em situações estressantes tinham risco de obesidade em torno de 16,6% contra 23,1% daquelas que não tinham uma relação segura.
Segundo Sarah Anderson, professora da Universidade de Ohio e principal autora do estudo, a obesidade pode ser também uma manifestação de desregulação de áreas do cérebro que controlam as respostas ao estresse. Essas mesmas áreas, segundo ela, controlam o ciclo de sono/vigília, fome e sede, e uma variedade de processos metabólicos, principalmente por meio da regulação de hormônios.
Para Rita Calegari, psicóloga do Hospital São Camilo (SP), a primeira forma de a criança entrar em contato com o mundo é pela boca – seja para receber alimentação, para chorar ou o prazer em conhecer objetos. É por isso que esse comportamento, de encontrar prazer por meio da boca, se estende depois na vida adulta. Quantas vezes quando estamos inseguros, carentes, desamparados, não procuramos conforto em um pedaço de chocolate? “Quando a criança busca e recebe conforto por meio do abraço, da sua atenção, do aconchego, você está oferecendo a ela mais uma opção – além de comer, o que vai ser sempre forte – para lidar com aquele momento”, diz Rita. E esse aprendizado - de saber que pode contar com você - ela vai carregar para o resto de sua vida, sem ter a comida como única forma de aliviar uma frustração.
Agora, se você vive com medo da medida entre afeto e mimo, a especialista alerta. “Às vezes, ficamos tão preocupados em não mimar, como se dar atenção fosse um excesso, que corremos o risco de criar uma criança carente”, diz Rita. E tem horas que tudo o que seu filho quer é ficar no aconchego do seu colo, mesmo que não esteja com dor, fome ou medo.
Sabe aquele colo que você dá ao seu filho quando ele chora sentido porque ficou com medo de alguma coisa? Você pode nem imaginar o bem que está fazendo não só para o emocional dele, como também para a saúde física. Um estudo, publicado no Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, sugere que crianças que não têm um relacionamento seguro com seus pais – em especial com as mães, têm mais risco de se tornarem obesas.
Os pesquisadores das Universidades de Ohio e Temple, dos Estados Unidos, avaliaram a interação de mais de 6 mil crianças, aos 2 anos e 4 anos e meio, com seus pais e concluíram que aquelas que interagiam mais com eles (como procurar por um abraço) e eram confortadas em situações estressantes tinham risco de obesidade em torno de 16,6% contra 23,1% daquelas que não tinham uma relação segura.
Segundo Sarah Anderson, professora da Universidade de Ohio e principal autora do estudo, a obesidade pode ser também uma manifestação de desregulação de áreas do cérebro que controlam as respostas ao estresse. Essas mesmas áreas, segundo ela, controlam o ciclo de sono/vigília, fome e sede, e uma variedade de processos metabólicos, principalmente por meio da regulação de hormônios.
Para Rita Calegari, psicóloga do Hospital São Camilo (SP), a primeira forma de a criança entrar em contato com o mundo é pela boca – seja para receber alimentação, para chorar ou o prazer em conhecer objetos. É por isso que esse comportamento, de encontrar prazer por meio da boca, se estende depois na vida adulta. Quantas vezes quando estamos inseguros, carentes, desamparados, não procuramos conforto em um pedaço de chocolate? “Quando a criança busca e recebe conforto por meio do abraço, da sua atenção, do aconchego, você está oferecendo a ela mais uma opção – além de comer, o que vai ser sempre forte – para lidar com aquele momento”, diz Rita. E esse aprendizado - de saber que pode contar com você - ela vai carregar para o resto de sua vida, sem ter a comida como única forma de aliviar uma frustração.
Agora, se você vive com medo da medida entre afeto e mimo, a especialista alerta. “Às vezes, ficamos tão preocupados em não mimar, como se dar atenção fosse um excesso, que corremos o risco de criar uma criança carente”, diz Rita. E tem horas que tudo o que seu filho quer é ficar no aconchego do seu colo, mesmo que não esteja com dor, fome ou medo.
Via Site Revista Crescer
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Impaciência
Quero ser perfeita para meu filho, sempre, mesmo sabendo que isso não é possível..rs...
Mas há muitos momentos em que fico impaciênte com ele, desde o comecinhode sua vida.
Nesses momentos procuro me controlar porém não é sempre que consigo e acabo sendo grosseira.
Sinto que é irracional, que não faz sentido mas o cansaço, a TPM, o sono, estresse, frustração, insatisfação com qualquer outra coisa reverte em impaciência com meu filho.
E muitas vezes ele parece estar atacado!
Faz em sequência uma série de coisas, sai de uma e começa outra, como querer colocar algo na tomada, pegar algo na geladeira, jogar água no chão, tirar a roupa e correr pra chuva no quintal, ficar batendo a porta do armário da cozinha repetidas vezes, jogar toda a dispensa no chão, rasgar livros, enfim...coisas desse tipo.
Junta com meu estado de ânimo do momento, dá em uma combinação explosiva.
Então ele dorme, minha cabeça sucega, respiro e me jogo no sofá, ouço sua respiração, lembro do seu rostinho, do seu cheiro, da sua inteligência, suas gracinhas, habilidades e cai sobre um, com o peso de uma bigorna, o arrependimento.
Vazio, escuro.
Sinto-me a mais estupida das pessoas no mundo. Uma bruta, doente.
Vou até ele, dormindo e peço desculpas pelas minhas loucuras.
Rezo por nós, por mim, para que eu seja uma pessoa melhor e que isso não volte a acontecer.
Mas acontece e me sinto péssima novamamente, ai ai ai...
Procuro relevar a minha imperfeição e aprender mais sobre mim com as minhas atitudes e sentimentos.
Mas há muitos momentos em que fico impaciênte com ele, desde o comecinhode sua vida.
Nesses momentos procuro me controlar porém não é sempre que consigo e acabo sendo grosseira.
Sinto que é irracional, que não faz sentido mas o cansaço, a TPM, o sono, estresse, frustração, insatisfação com qualquer outra coisa reverte em impaciência com meu filho.
E muitas vezes ele parece estar atacado!
Faz em sequência uma série de coisas, sai de uma e começa outra, como querer colocar algo na tomada, pegar algo na geladeira, jogar água no chão, tirar a roupa e correr pra chuva no quintal, ficar batendo a porta do armário da cozinha repetidas vezes, jogar toda a dispensa no chão, rasgar livros, enfim...coisas desse tipo.
Junta com meu estado de ânimo do momento, dá em uma combinação explosiva.
Então ele dorme, minha cabeça sucega, respiro e me jogo no sofá, ouço sua respiração, lembro do seu rostinho, do seu cheiro, da sua inteligência, suas gracinhas, habilidades e cai sobre um, com o peso de uma bigorna, o arrependimento.
Vazio, escuro.
Sinto-me a mais estupida das pessoas no mundo. Uma bruta, doente.
Vou até ele, dormindo e peço desculpas pelas minhas loucuras.
Rezo por nós, por mim, para que eu seja uma pessoa melhor e que isso não volte a acontecer.
Mas acontece e me sinto péssima novamamente, ai ai ai...
Procuro relevar a minha imperfeição e aprender mais sobre mim com as minhas atitudes e sentimentos.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Filhos são do mundo... José Saramago
Devemos criar os filhos para o mundo.
Torná-los autônomos, libertos, até de nossas ordens.
A partir de certa idade, só valem conselhos.
Especialistas ensinaram-nos a acreditar que só esta postura torna adulto aquele bebê que um dia levamos na barriga.
E a maioria de nós pais acredita e tenta fazer isso.
O que não nos impede de sofrer quando fazem escolhas diferentes daquelas que gostaríamos ou quando eles próprios sofrem pelas escolhas que recomendamos.
Então, filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem.
Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.
Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo! Então, de quem são nossos filhos?
Eu acredito que são de Deus, mas com respeito aos ateus digamos que são deles próprios, donos de suas vidas, porém, um tempo precisaram ser dependentes dos pais para crescerem, biológica, sociológica, psicológica e emocionalmente.
E o meu sentimento, a minha dedicação, o meu investimento? Não deveriam retornar em sorrisos, orgulho, netos e amparo na velhice?
Pensar assim é entender os filhos como nossos e eles, não se esqueçam, são do mundo!
Volto para casa ao fim do plantão, início de férias, mais tempo para os filhos, olho meus pequenos pimpolhos e penso como seria bom se não fossem apenas empréstimo! Mas é. Eles são do mundo.
O problema é que meu coração já é deles.
Santo anjo do Senhor...
É a mais concreta realidade. Só resta a nós, mães e pais, rezar e aproveitar todos os momentos possíveis ao lado das nossas 'crias', que mesmo sendo 'emprestadas' são a maior parte de nós !!!
"A vida é breve, mas cabe nela muito mais do que somos capazes de viver "
Torná-los autônomos, libertos, até de nossas ordens.
A partir de certa idade, só valem conselhos.
Especialistas ensinaram-nos a acreditar que só esta postura torna adulto aquele bebê que um dia levamos na barriga.
E a maioria de nós pais acredita e tenta fazer isso.
O que não nos impede de sofrer quando fazem escolhas diferentes daquelas que gostaríamos ou quando eles próprios sofrem pelas escolhas que recomendamos.
Então, filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem.
Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.
Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo! Então, de quem são nossos filhos?
Eu acredito que são de Deus, mas com respeito aos ateus digamos que são deles próprios, donos de suas vidas, porém, um tempo precisaram ser dependentes dos pais para crescerem, biológica, sociológica, psicológica e emocionalmente.
E o meu sentimento, a minha dedicação, o meu investimento? Não deveriam retornar em sorrisos, orgulho, netos e amparo na velhice?
Pensar assim é entender os filhos como nossos e eles, não se esqueçam, são do mundo!
Volto para casa ao fim do plantão, início de férias, mais tempo para os filhos, olho meus pequenos pimpolhos e penso como seria bom se não fossem apenas empréstimo! Mas é. Eles são do mundo.
O problema é que meu coração já é deles.
Santo anjo do Senhor...
É a mais concreta realidade. Só resta a nós, mães e pais, rezar e aproveitar todos os momentos possíveis ao lado das nossas 'crias', que mesmo sendo 'emprestadas' são a maior parte de nós !!!
"A vida é breve, mas cabe nela muito mais do que somos capazes de viver "
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Desmame: fatos e mitos
O homem é o único mamífero em que o desmame (aqui definido como a
cessação do aleitamento materno) não é primariamente determinado por
fatores genéticos e instinto, sendo fortemente influenciado por
fatores sócioculturais. Hoje, ao contrário do que ocorreu por pelo
menos dois milhões de anos, ao longo da evolução da espécie humana, a
mulher opta (ou não) pela amamentação e, influenciada por múltiplos
fatores, decide por quanto tempo vai (ou pode) amamentar. Muitas
vezes, as preferências culturais (não amamentação, introdução precoce
de outros alimentos na dieta da criança, amamentação de curta duração)
entram em conflito com a expectativa da espécie.
Algumas conseqüências dessa divergência já puderam ser observadas,
como desnutrição e alta mortalidade infantis, sobretudo em áreas menos
desenvolvidas. Porém, as conseqüências a longo prazo ainda não são
totalmente conhecidas, já que transformações genéticas não ocorrem com
a rapidez com que podem ocorrer mudanças de hábitos. Começam a ser
mostradas evidências de que o não amamentar segundo as expectativas da
espécie pode ter repercussões negativas ao longo da vida dos
indivíduos. Assim, a não-amamentação ou amamentação sub-ótima podem
favorecer o aparecimento de doenças alérgicas, diversas doenças do
sistema imunológico, alguns tipos de cânceres, obesidade, diabete e
doenças cardiovasculares, além de interferir negativamente no
desenvolvimento oro-facial. Provavelmente, com o aparecimento de
novas pesquisas nessa área, outros males serão relacionados com os
hábitos "modernos" de alimentação infantil, mas alguns aspectos
dificilmente podem ser quantificados, especialmente os relacionados
com a psique humana.
Atualmente, em especial nas sociedades ocidentais, a amamentação é
vista primordialmente como uma forma de alimentar a criança, sob o
controle total dos adultos. Assim, perdeu-se a percepção da
amamentação como um processo mais amplo, complexo, envolvendo
intimamente duas pessoas e com repercussão na saúde física e no
desenvolvimento cognitivo e emocional da criança, além de repercussões
para a saúde física e psíquica da mãe. Hoje, em muitas culturas
"modernas", a amamentação prolongada (cujo conceito varia de acordo
com a "convenção" da época e do local) freqüentemente é vista como um
distúrbio inter-relacional entre mãe e bebê.
Perdeu-se a noção de que o desmame não é um evento e sim um processo,
que faz parte da evolução da mulher como mãe e do desenvolvimento da
criança, assim como sentar, andar, correr, falar. Nesta lógica, assim
como nenhuma criança começa a andar antes de estar pronta, nenhuma
criança deveria ser desmamada antes de atingir a maturidade para tal.
Em harmonia com esta linha de pensamento, Dr. William Sears, um antigo
pediatra, recomendava: "Não limite a duração da amamentação a um
período pré-determinado. Siga os sinais do bebê. A vida é uma série
de desmames, do útero, do seio, de casa para a escola, da escola para
o trabalho. Quando uma criança é forçada a entrar em um estágio antes
de estar pronta, corre o risco de afetar o seu desenvolvimento
emocional". Essas palavras sábias podem ter pouco respaldo em
sociedades individualistas, que tendem a acelerar o processo de
independização do ser humano, substituindo o seio por métodos de
auto-consolo como chupetas, paninhos, mantinhas, ursinhos, etc.
Segundo diversas teorias, o período natural de amamentação para a
espécie humana seria de 2,5 a sete anos. Atualmente, a Organização
Mundial da Saúde recomenda aleitamento materno por dois anos ou mais,
sendo exclusivo nos primeiros seis meses. Apesar dessa recomendação,
poucas mulheres no Brasil amamentam por mais de dois anos. As razões
para a não amamentação prolongada variam desde dificuldade em
conciliar a amamentação com outras atividades, até crença de que
aleitamento materno além do primeiro ano é danoso para a criança sob o
ponto-de-vista psicológico. Uma parcela de mães, apesar de demonstrar
desejo em continuar a amamentação, sente-se pressionada a desmamar por
profissionais de saúde, seus maridos, parentes, vizinhos e amigos.
Para a manutenção do paradigma que sustenta a afirmação de que
amamentação prolongada não é natural, foi necessário criar vários
mitos, tais como o de que uma criança jamais desmama por si própria,
que a amamentação prolongada é um sinal de problema sexual ou
necessidade materna e não da criança e que a criança que mama fica
muito dependente. Algumas mães, de fato, desmamam para promover a
independência da criança. No entanto, é importante lembrar que o
desmame provavelmente não vai mudar a personalidade da criança. Além
disso, o desmame forçado pode gerar insegurança na criança, o que
dificulta o processo de independização.
O desmame pode ser agrupado em quatro categorias básicas: abrupto,
planejado ou gradual, parcial e natural. Sob a ótica de que o desmame
é um processo de desenvolvimento da criança, parece razoável afirmar
que o ideal seria que ele ocorresse naturalmente, na medida em que a
criança vai adquirindo competências para tal. No desmame natural a
criança se auto-desmama, o que pode ocorrer em diferentes idades, em
média entre dois e quatro anos e raramente antes de um ano. Costuma
ser gradual, mas às vezes pode ser súbito, como por exemplo em uma
nova gravidez da mãe (a criança pode estranhar o gosto do leite, que
se altera, e o volume, que diminui). A mãe também participa ativamente
no processo, sugerindo passos quando a criança estiver pronta para
aceitá-los e impondo limites adequados à idade.
O *Quadro 1* apresenta os sinais indicativos de que criança pode estar
pronta para iniciar o desmame. É importante que a mãe não confunda o
auto-desmame natural com a chamada "greve de amamentação" do bebê.
Esta ocorre principalmente em crianças menores de um ano, é de início
súbito e inesperado, a criança parece insatisfeita e em geral é
possível identificar uma causa: doença, dentição, diminuição do volume
ou sabor do leite, estresse e excesso de mamadeira ou chupeta. Essa
condição usualmente não dura mais que 2-4 dias.
Algumas vantagens do desmame natural encontram-se no *Quadro 2*.
O desmame abrupto é desencorajado, pois se a criança não está pronta, ela
pode se sentir rejeitada pela mãe, gerando insegurança e muitas vezes rebeldia.
Na mãe, o desmame abrupto pode precipitar ingurgitamento mamário,
bloqueio de ducto lactífero e mastite, além de tristeza ou depressão,
por luto pela perda da amamentação ou por mudanças hormonais.
Muitas vezes a mulher se depara com a situação de querer ou ter que
desmamar antes de a criança estar pronta. Nesses casos, o profissional
de saúde, em especial o pediatra, deve respeitar o desejo da mãe e
ajudá-la nesse processo.
O *Quadro 3* apresenta os fatores que facilitam o encorajamento do bebê
para o desmame.
A técnica utilizada para fazer a criança desmamar varia de acordo com
a idade da mesma. Se a criança for maior, o desmame pode ser planejado
com ela. Pode-se propor uma data, oferecer uma recompensa e até mesmo
uma festa. A mãe pode começar não oferecendo o seio, mas também não
recusando. Pode também encurtar as mamadas e adiá-las. Mamadas podem
ser suprimidas distraindo a criança com brincadeiras, chamando
amiguinhos, entretendo a criança com algo que lhe prenda a atenção. A
participação do pai no processo, sempre que possível, é importante.
A mãe pode também evitar certas atitudes que estimulam a criança a
mamar, por exemplo, não sentar na poltrona em que costuma amamentar.
Algumas vezes, o desmame forçado gera tanta ansiedade na mãe e no
bebê, que é preferível adiar um pouco mais o processo, se possível. A
mãe pode, também, optar por restringir as mamadas a certos horários e
locais.
*Quadro 1 - Sinais sugestivos de que a criança está madura para o
desmame mãe e bebê.*
*Idade maior que um ano.
*Menos interesse nas mamadas.
*Aceita variedade de outros alimentos.
*É segura na sua relação com a mãe.
*Aceita outras formas de consolo.
*Aceita não ser amamentada em certas ocasiões e locais.
*Às vezes dorme sem mamar no peito.
*Mostra pouca ansiedade quando encorajada a não amamentar.
*Às vezes prefere brincar ou fazer outra atividade com a mãe ao invés de
mamar.
*Quadro 2 - Vantagens do desmame natural*
*Transição tranqüila, menos estressante para a mãe e a criança.
*Preenche as necessidades da criança até elas estarem maduras para o
desmame.
*Fortalece a relação mãe-filho.¿ Ajuda a mãe a ser menos ansiosa com
relação aos estágios de desenvolvimento de seu filho.
*Quadro 3 - Encorajando o bebê a desmamar: facilitadores*
*Mãe segura de que quer (ou deve) desmamar.
*Entendimento da mãe de que o processo pode ser lento e demandar
energia, tanto maior quanto menos pronta estiver a criança.
*Flexibilidade, pois o curso é imprevisível.
*Paciência (dar tempo à criança) e compreensão.
*Suporte e atenção adicionais à criança ¿ mãe não deve se afastar
neste período.
*Ausência de outras mudanças ocorrendo, como, por exemplo, controle
dos esfíncteres.
*Sempre que possível, desmame gradual, retirando uma mamada do dia a
cada 1-2 semanas.
As mulheres devem estar preparadas para as mudanças físicas e
emocionais que o desmame pode desencadear, tais como: mudança de
tamanho das mamas, mudança de peso e sentimentos diversos, tais como
alívio, paz, tristeza, depressão, culpa e arrependimento. Já se
avançou muito na valorização do aleitamento materno nos últimos
tempos. A recomendação da duração da amamentação passou de 10 meses na
década de 30 para dois anos, ou mais, nos dias de hoje. Atualmente,
fala-se em desmame natural como a forma ideal de desmame, sem
especificar uma idade mínima ou máxima para que esse processo ocorra.
Apesar desse avanço, ainda estamos longe de encararmos o desmame como
um marco do desenvolvimento da criança. Para chegarmos a este estágio,
faz-se necessário entender e enfrentar as circunstâncias que, segundo
Souza e Almeida, "ultrapassam a natureza e desafiam a cultura e a
sociedade".
Escrito por Pati Merlin extraído do site das Amigas do Peito
cessação do aleitamento materno) não é primariamente determinado por
fatores genéticos e instinto, sendo fortemente influenciado por
fatores sócioculturais. Hoje, ao contrário do que ocorreu por pelo
menos dois milhões de anos, ao longo da evolução da espécie humana, a
mulher opta (ou não) pela amamentação e, influenciada por múltiplos
fatores, decide por quanto tempo vai (ou pode) amamentar. Muitas
vezes, as preferências culturais (não amamentação, introdução precoce
de outros alimentos na dieta da criança, amamentação de curta duração)
entram em conflito com a expectativa da espécie.
Algumas conseqüências dessa divergência já puderam ser observadas,
como desnutrição e alta mortalidade infantis, sobretudo em áreas menos
desenvolvidas. Porém, as conseqüências a longo prazo ainda não são
totalmente conhecidas, já que transformações genéticas não ocorrem com
a rapidez com que podem ocorrer mudanças de hábitos. Começam a ser
mostradas evidências de que o não amamentar segundo as expectativas da
espécie pode ter repercussões negativas ao longo da vida dos
indivíduos. Assim, a não-amamentação ou amamentação sub-ótima podem
favorecer o aparecimento de doenças alérgicas, diversas doenças do
sistema imunológico, alguns tipos de cânceres, obesidade, diabete e
doenças cardiovasculares, além de interferir negativamente no
desenvolvimento oro-facial. Provavelmente, com o aparecimento de
novas pesquisas nessa área, outros males serão relacionados com os
hábitos "modernos" de alimentação infantil, mas alguns aspectos
dificilmente podem ser quantificados, especialmente os relacionados
com a psique humana.
Atualmente, em especial nas sociedades ocidentais, a amamentação é
vista primordialmente como uma forma de alimentar a criança, sob o
controle total dos adultos. Assim, perdeu-se a percepção da
amamentação como um processo mais amplo, complexo, envolvendo
intimamente duas pessoas e com repercussão na saúde física e no
desenvolvimento cognitivo e emocional da criança, além de repercussões
para a saúde física e psíquica da mãe. Hoje, em muitas culturas
"modernas", a amamentação prolongada (cujo conceito varia de acordo
com a "convenção" da época e do local) freqüentemente é vista como um
distúrbio inter-relacional entre mãe e bebê.
Perdeu-se a noção de que o desmame não é um evento e sim um processo,
que faz parte da evolução da mulher como mãe e do desenvolvimento da
criança, assim como sentar, andar, correr, falar. Nesta lógica, assim
como nenhuma criança começa a andar antes de estar pronta, nenhuma
criança deveria ser desmamada antes de atingir a maturidade para tal.
Em harmonia com esta linha de pensamento, Dr. William Sears, um antigo
pediatra, recomendava: "Não limite a duração da amamentação a um
período pré-determinado. Siga os sinais do bebê. A vida é uma série
de desmames, do útero, do seio, de casa para a escola, da escola para
o trabalho. Quando uma criança é forçada a entrar em um estágio antes
de estar pronta, corre o risco de afetar o seu desenvolvimento
emocional". Essas palavras sábias podem ter pouco respaldo em
sociedades individualistas, que tendem a acelerar o processo de
independização do ser humano, substituindo o seio por métodos de
auto-consolo como chupetas, paninhos, mantinhas, ursinhos, etc.
Segundo diversas teorias, o período natural de amamentação para a
espécie humana seria de 2,5 a sete anos. Atualmente, a Organização
Mundial da Saúde recomenda aleitamento materno por dois anos ou mais,
sendo exclusivo nos primeiros seis meses. Apesar dessa recomendação,
poucas mulheres no Brasil amamentam por mais de dois anos. As razões
para a não amamentação prolongada variam desde dificuldade em
conciliar a amamentação com outras atividades, até crença de que
aleitamento materno além do primeiro ano é danoso para a criança sob o
ponto-de-vista psicológico. Uma parcela de mães, apesar de demonstrar
desejo em continuar a amamentação, sente-se pressionada a desmamar por
profissionais de saúde, seus maridos, parentes, vizinhos e amigos.
Para a manutenção do paradigma que sustenta a afirmação de que
amamentação prolongada não é natural, foi necessário criar vários
mitos, tais como o de que uma criança jamais desmama por si própria,
que a amamentação prolongada é um sinal de problema sexual ou
necessidade materna e não da criança e que a criança que mama fica
muito dependente. Algumas mães, de fato, desmamam para promover a
independência da criança. No entanto, é importante lembrar que o
desmame provavelmente não vai mudar a personalidade da criança. Além
disso, o desmame forçado pode gerar insegurança na criança, o que
dificulta o processo de independização.
O desmame pode ser agrupado em quatro categorias básicas: abrupto,
planejado ou gradual, parcial e natural. Sob a ótica de que o desmame
é um processo de desenvolvimento da criança, parece razoável afirmar
que o ideal seria que ele ocorresse naturalmente, na medida em que a
criança vai adquirindo competências para tal. No desmame natural a
criança se auto-desmama, o que pode ocorrer em diferentes idades, em
média entre dois e quatro anos e raramente antes de um ano. Costuma
ser gradual, mas às vezes pode ser súbito, como por exemplo em uma
nova gravidez da mãe (a criança pode estranhar o gosto do leite, que
se altera, e o volume, que diminui). A mãe também participa ativamente
no processo, sugerindo passos quando a criança estiver pronta para
aceitá-los e impondo limites adequados à idade.
O *Quadro 1* apresenta os sinais indicativos de que criança pode estar
pronta para iniciar o desmame. É importante que a mãe não confunda o
auto-desmame natural com a chamada "greve de amamentação" do bebê.
Esta ocorre principalmente em crianças menores de um ano, é de início
súbito e inesperado, a criança parece insatisfeita e em geral é
possível identificar uma causa: doença, dentição, diminuição do volume
ou sabor do leite, estresse e excesso de mamadeira ou chupeta. Essa
condição usualmente não dura mais que 2-4 dias.
Algumas vantagens do desmame natural encontram-se no *Quadro 2*.
O desmame abrupto é desencorajado, pois se a criança não está pronta, ela
pode se sentir rejeitada pela mãe, gerando insegurança e muitas vezes rebeldia.
Na mãe, o desmame abrupto pode precipitar ingurgitamento mamário,
bloqueio de ducto lactífero e mastite, além de tristeza ou depressão,
por luto pela perda da amamentação ou por mudanças hormonais.
Muitas vezes a mulher se depara com a situação de querer ou ter que
desmamar antes de a criança estar pronta. Nesses casos, o profissional
de saúde, em especial o pediatra, deve respeitar o desejo da mãe e
ajudá-la nesse processo.
O *Quadro 3* apresenta os fatores que facilitam o encorajamento do bebê
para o desmame.
A técnica utilizada para fazer a criança desmamar varia de acordo com
a idade da mesma. Se a criança for maior, o desmame pode ser planejado
com ela. Pode-se propor uma data, oferecer uma recompensa e até mesmo
uma festa. A mãe pode começar não oferecendo o seio, mas também não
recusando. Pode também encurtar as mamadas e adiá-las. Mamadas podem
ser suprimidas distraindo a criança com brincadeiras, chamando
amiguinhos, entretendo a criança com algo que lhe prenda a atenção. A
participação do pai no processo, sempre que possível, é importante.
A mãe pode também evitar certas atitudes que estimulam a criança a
mamar, por exemplo, não sentar na poltrona em que costuma amamentar.
Algumas vezes, o desmame forçado gera tanta ansiedade na mãe e no
bebê, que é preferível adiar um pouco mais o processo, se possível. A
mãe pode, também, optar por restringir as mamadas a certos horários e
locais.
*Quadro 1 - Sinais sugestivos de que a criança está madura para o
desmame mãe e bebê.*
*Idade maior que um ano.
*Menos interesse nas mamadas.
*Aceita variedade de outros alimentos.
*É segura na sua relação com a mãe.
*Aceita outras formas de consolo.
*Aceita não ser amamentada em certas ocasiões e locais.
*Às vezes dorme sem mamar no peito.
*Mostra pouca ansiedade quando encorajada a não amamentar.
*Às vezes prefere brincar ou fazer outra atividade com a mãe ao invés de
mamar.
*Quadro 2 - Vantagens do desmame natural*
*Transição tranqüila, menos estressante para a mãe e a criança.
*Preenche as necessidades da criança até elas estarem maduras para o
desmame.
*Fortalece a relação mãe-filho.¿ Ajuda a mãe a ser menos ansiosa com
relação aos estágios de desenvolvimento de seu filho.
*Quadro 3 - Encorajando o bebê a desmamar: facilitadores*
*Mãe segura de que quer (ou deve) desmamar.
*Entendimento da mãe de que o processo pode ser lento e demandar
energia, tanto maior quanto menos pronta estiver a criança.
*Flexibilidade, pois o curso é imprevisível.
*Paciência (dar tempo à criança) e compreensão.
*Suporte e atenção adicionais à criança ¿ mãe não deve se afastar
neste período.
*Ausência de outras mudanças ocorrendo, como, por exemplo, controle
dos esfíncteres.
*Sempre que possível, desmame gradual, retirando uma mamada do dia a
cada 1-2 semanas.
As mulheres devem estar preparadas para as mudanças físicas e
emocionais que o desmame pode desencadear, tais como: mudança de
tamanho das mamas, mudança de peso e sentimentos diversos, tais como
alívio, paz, tristeza, depressão, culpa e arrependimento. Já se
avançou muito na valorização do aleitamento materno nos últimos
tempos. A recomendação da duração da amamentação passou de 10 meses na
década de 30 para dois anos, ou mais, nos dias de hoje. Atualmente,
fala-se em desmame natural como a forma ideal de desmame, sem
especificar uma idade mínima ou máxima para que esse processo ocorra.
Apesar desse avanço, ainda estamos longe de encararmos o desmame como
um marco do desenvolvimento da criança. Para chegarmos a este estágio,
faz-se necessário entender e enfrentar as circunstâncias que, segundo
Souza e Almeida, "ultrapassam a natureza e desafiam a cultura e a
sociedade".
Escrito por Pati Merlin extraído do site das Amigas do Peito
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Parto hospitalar normal x Parto Humanizado
Veja que vídeo bacana.
Peguei por indicação lá no Facebook.
Repare como o parto normal hospitalar é agressivo, invasivo, apressado, desrespeitoso, para mãe e bebê.
Já o parto domiciliar é totalmente ao contrário, calmo, tranquilo, de espera, muito respeito, achei lindo as parteiras sentarem-se ao lado da parturiente.
É muito lindo ver deixar a natureza agir com toda sua sabedoria e perfeição.
confira, veja se conlui mesmo que eu.
bjs
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